100%
15.4.2019

3 Dicas para Gestão Pública Participativa

Para que a democracia seja levada a sério, é necessário que a população assuma seu verdadeiro papel no ambiente político. Confira 3 dicas para tornar a gestão pública mais participativa na sua cidade.

Para que a democracia seja levada a sério, é necessário que a população assuma seu verdadeiro papel no ambiente político e tenha voz ativa nas tomadas de decisão.

Já falamos no blog sobre a nova gestão pública e sobre os desafios da gestão pública eficiente, neste artigo vamos dar 3 dicas para implementar a gestão pública participativa na sua cidade.

Dica 1: Consulte a População

Como criar políticas públicas que sejam eficientes para a população?

Muitos gestores quebram a cabeça para responder a essa pergunta, mas consultar os cidadãos é a melhor forma de descobrir o que eles precisam e como isso pode ser entregue.

O cidadão se sentirá valorizado vendo que o poder público busca sua opinião e isso ajuda a legitimar as decisões tomadas.

Dica 2:  Facilite a Comunicação

Qual é o melhor canal para conversar com a sua população?No Brasil já temos mais de um smartphone por habitante, o que significa que a maior parte da população está conectada a um dispositivo que acessa a interna e suporta o download de aplicativos.

Usar aplicativos como canais de comunicação com os habitantes da sua cidade pode ser mais simples e prático para falar com eles do que propor assembleias presenciais.Inclusive, há prefeituras que já investem nessa possibilidade e estão fazendo uso do aplicativo do Colab.

Dica 3: Opinião Faz Diferença

Muita gente está desiludida com o poder público por acreditar que a opinião do povo não faz diferença, por isso mostre que opinião faz diferença sim.

Receba os feedbacks da população, analise os dados e proponha soluções para os problemas apresentados. Se possível, guarde os e-mails mais relevantes e envie uma mensagem depois anunciando a atitude que será tomada para resolver aquela situação.

O cidadão vai sentir que faz parte de algo melhor e é capaz de trazer mudanças positivas para a realidade da sua cidade.Incentivar a contribuição da população também é papel do gestor público e essa é uma ação vital para na gestão pública participativa.

Quer saber mais sobre esse tema? Confira o curso de Gestão Pública Colaborativa aqui do Colab, nele trazemos vários cases e aulas com especialistas para te ajudar a trabalhar a gestão pública colaborativa.

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária metida a escritora que gosta de falar sobre criatividade na gestão pública e é uma grande amante dos pães de queijo.