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31.5.2019

4 Motivos para a gestão pública investir em tecnologia

A revolução digital está só começando e já trouxe mudanças significativas para todos os sentidos de nossas vidas. Neste artigo você encontra 4 motivos para a gestão pública investir em tecnologia.

A revolução digital está só começando e já trouxe mudanças significativas para todos os sentidos de nossas vidas.

Estamos cada vez mais conectados, acostumados com o uso da tecnologia para resolver qualquer necessidade e com expectativas de que através dos meios digitais podemos resolver tudo.

Aqui no blog já falamos sobre a tecnologia como um meio para governos inovarem e neste artigo iremos mostrar 4 motivos para a gestão pública investir em tecnologia.Vamos a eles!

1. Melhorar a qualidade do serviço

Um dos desafios enfrentados pelo setor público é como melhorar a qualidade do serviço com os recursos disponíveis.

Dentro das prefeituras existem funções repetitivas que podem ser otimizadas com o uso da tecnologia, dessa forma os servidores podem ser alocados para trabalhos que necessitem de mais atenção e de tempo para serem realizados.

Assim, é possível melhorar a qualidade dos serviços e ter mais gente disponível para trabalhos complexos.

2. Redução de Custos

A Prefeitura de Recife passou a oferecer o alistamento militar pela internet e economizou cerca de 1,7 milhões de reais, de acordo com a reportagem da revista Exame.

Com pequenas ações como essa, a prefeitura consegue reduzir os custos e investir o dinheiro onde ele é mais necessário.

3.  Ampliar a Transparência

A Lei da Transparência obriga a União, os estados e os municípios a divulgar seus gastos na Internet em tempo real, mas a transparência monetária não é a única importante.

Os cidadãos precisam saber o que a prefeitura está fazendo em suas cidades, essas informações podem ser compartilhadas através de newsletter, blogs do governo ou até aplicativos que trazem outras informações sobre o que está acontecendo na região.

4. Fortalecer a Democracia

A democracia é o governo do povo, logo o povo precisa participar dele.

Para aumentar a colaboração entre a população e prefeitura, é necessário investir em canais de atendimento mais práticos e dinâmicos que possibilitem o diálogo entre ambas as partes. Isso pode ser resolvido com aplicativos como o do Colab.

Você quer saber mais sobre inovação na gestão pública? Conheça a nossa minissérie online e gratuita Inovação em Governos, ela está dividida em 3 episódios recheados de conhecimento para quem quer aprender sobre gestão pública colaborativa.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.