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23.4.2015

5 cidades onde o engajamento das pessoas é um exemplo para os brasileiros

Trouxemos nesse texto 5 cidades onde o engajamento das pessoas é um exemplo para os brasileiros. Confira!

O engajamento das pessoas no que diz respeito à vida em comum é um fenômeno extremamente importante para tornar as cidades cada vez mais democráticas e inclusivas. Na medida em que o poder político é muitas vezes refém do poder econômico, a participação popular nas decisões é um contraponto essencial, pois ajuda a retomar a ideia de que as políticas públicas devem ser realizadas em função da população e de seu bem estar, e não em função de pequenos grupos econômicos.

Mas, além desse diálogo com a política institucional, é possível também se engajar em ações autônomas, que buscam não depender do estado e de sua burocracia para existir, mas apenas da criatividade e da auto-organização das pessoas. Pensando nessas questões, trouxemos nesse texto 5 cidades onde o engajamento das pessoas é um exemplo para os brasileiros. Confira!

Belo Horizonte

Já faz alguns anos que a cidade de Belo Horizonte vem sendo palco de ações coletivas que visam repensar o espaço público e a relação dos seus moradores com a cidade. Um dos exemplos foi a criação do Espaço Comum Luiz Estrela em um casarão abandonado que era propriedade do Estado e que não cumpria nenhuma função social.

Na calada da noite, um coletivo entrou no local abandonado, fez uma grande limpeza e passou semanas realizando atividades culturais, discussões e chamadas para a ocupação do espaço. Depois de várias tentativas de desocupação e pressão da polícia e do Estado, o coletivo conseguiu chamar a atenção da opinião pública até ganhar o direito de gerir o casarão.

Hoje, o espaço está em processo de reforma e muito em breve abrirá as portas como um centro cultural autônomo, onde toda a população poderá propor, ocupar e realizar as atividades oferecidas.

Grupo de pessoas sentadas na calçada enquanto toca instrumentos.

São Paulo

A última grande iniciativa em São Paulo relacionada à ocupação do espaço público e sua utilização para fins coletivos é a tentativa de criação do Parque Augusta. Um terreno de 24.750m², entre as ruas Augusta, Caio Prado e Marquês de Paranaguá esteve durante muitos anos fechado e com seus impostos atrasados, ou seja, sem cumprir nenhuma função social. O terreno possui vegetação remanescente da Mata Atlântica e quase 800 árvores catalogadas.

Após a notícia de que uma construtora estava de posse do local com o projeto de construir duas torres, um grupo de pessoas ocupou o terreno com atividades culturais, discussões e reivindicações para que a área não sofra a intervenção de prédios, mas se transforme em um parque para toda a população. As negociações ainda estão em curso na prefeitura e na câmara dos vereadores, mas a pressão popular mostrou como é possível mudar os rumos das decisões.

Niterói

Um grupo de amigos criou em Niterói a “Turma da sopa de Niterói”. Um coletivo que visa cozinhar e distribuir sopa para a população carente da cidade no horário noturno. Esse grupo, que cresceu para além dos vínculos de amizade depois de sua divulgação e atuação não tem compromissos religiosos ou políticos, mas suas ações são inegavelmente voltadas para a solidariedade e necessidade de pessoas que carecem muito desse cuidado.

Com certeza suas atividades servem de exemplo e inspiram outras iniciativas.

Amsterdã - Holanda

A capital da Holanda é mundialmente conhecida pela quantidade de bicicletas que circulam por suas ruas, fazendo deste o principal meio de transporte da maioria da população. Essa prática é, sem dúvida, inspiradora e deve servir de modelo para todo o mundo, pois faz diminuir os engarrafamentos, a poluição do ar e a dependência econômica para a mobilidade urbana. Uma vida que se move a duas rodas e a pedaladas tende a ser mais livre, mais saudável e mais autônoma.

No Brasil, as ciclovias tem sido reivindicadas pela população, e aos poucos e com muito custo elas têm surgido nas principais vias das cidades.

Todmorden - Inglaterra

Há 7 anos um projeto chamado Incredible Edible, criado em uma cidade do interior da Inglaterra, tem investido em hortas urbanas e garantido alimentos gratuitos para toda a população. A ideia começou no próprio quintal dos idealizadores, mas logo se expandiu para locais públicos, como canteiros, praças e outros pedaços de terra disponíveis. Cerca de 300 voluntários mantém as hortas pela cidade, e qualquer pessoa pode colher e consumir o que foi produzido.

E você, já conhecia algumas dessas iniciativas? Conhece outras que gostaria de compartilhar com a gente? Deixe seu comentário e vamos aumentar esse mapeamento de iniciativas inspiradoras!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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