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9.2.2019

6 Dicas para inovar com orçamento reduzido no setor público

Inovar com o orçamento reduzido no setor público pode ser complicado, por isso separamos 6 dicas para te ajudar nessa missão. Confira!

Quando pensamos no setor público a última coisa que vem a nossa mente é a inovação.

Isso acontece porque a visão que se tem do setor público é a de um ambiente burocrático, engessado e antiquado. Mas assim como em qualquer organização, dentro do setor público há pessoas criativas que querem trazer inovação para esse ambiente tido para muitos como “obsoleto”.

Se você quer inovar, mas está com o orçamento reduzido, separamos essas seis dicas para te ajudar.

Dica 1:  Conheça

O primeiro passo para implementar qualquer inovação é conhecer bem a área em que você quer inovar.

Se você estiver dentro do setor administrativo, por exemplo, entenda quais são as responsabilidades dele dentro da organização, seus deveres com os outros setores e as subáreas dentro dele.

Com essas informações você vai conseguir identificar onde é possível melhorar, ter ideias para seu projeto de inovação e saber quem será afetado e como, caso seu projeto seja implementado.

Dica 2: Questione-se

Associamos muito a inovação ao uso da tecnologia, mas não podemos nos esquecer de que a melhor ferramenta para inovar ainda é a nossa mente.

Questione-se sobre como e porque certas coisas são feitas da maneira atual e imagine o que poderia ser melhorado para trazer mais eficiência. Por último, use a sua criatividade para listar as soluções que trarão os melhores resultados.

Dica 3: Seja amigo(a) dos dados

Para embasar a sua solução você irá precisar dos dados certos. Não economize tempo na hora de analisar e anotar as informações que forem relevantes.

No final, quando chegar a hora de “vender” sua ideia, ter dados como referência fará toda a diferença.

Dica 4: Estruture

Depois de listar as soluções e buscar os dados para apoia-las, você deve detalhá-las para julgar qual é a mais viável e garantir que vai apresentar a melhor solução inovadora.

Se estiver indeciso(a), ponha-se no lugar de quem será afetado por essa inovação. Se a ideia é criar uma plataforma para que as escolas municipais informem o número de alunos que as frequentam assiduamente, por exemplo, você precisa pensar se essa plataforma não será complicada para que o responsável pela escola a utilize e como os dados dos alunos podem ficar organizados para que o responsável por eles na Secretária da Educação não tenha dificuldade em encontrar.

A organização precisa saber quem será afetado e como. Afinal, não adianta criar algo que trará mais dor de cabeça que benefício.

Não se preocupe se nessa etapa as soluções começarem a se “unir”, a convergência de ideias é saudável quando buscamos por soluções criativas.

Dica 5: Converse com outros funcionários

Já ouviu o ditado “se quer ir rápido vá sozinho, mas se quiser ir longe vá acompanhado”?

Fale com outros funcionários e peça feedbacks, principalmente de quem está a mais tempo no setor. Boas ideias podem vir dessas conversas, tanto para criar quanto para implementar seu projeto inovador.

Dica 6: Venda a inovação e seus ganhos

Perceba que nossas cinco dicas anteriores não mexeram com os recursos financeiros da organização. Então, chegou a hora de falarmos sobre essa parte: conseguir a verba para implementar a inovação.  Visite e revisite cada etapa do projeto, busque por falhas a serem corrigidas e pontos que precisem de mais informação. Lembra-se dos dados da dica número 2? Esse é o momento em que eles fazem a diferença.

Qualquer inovação é um investimento e tem gente que sai correndo quando ouve falar de “investimento” e está com o orçamento reduzido. Por isso, a dica para vender a sua ideia inovadora é tangibilizar os ganhos.

Mostre onde e como a organização pode ganhar com aquele investimento, se possível traga exemplos de empresas que fizeram algo semelhante e tiveram ganhos.

“Os processos serão agilizados? As informações se tornaram mais claras e fáceis de obter? Isso vai ajudar a população?” Essas são algumas das perguntas que devem ser feitas para apresentar onde a organização vai sair ganhando com o investimento.

Esse processo vale também para quando a inovação é implementar um serviço que já exista mas não está sendo usado pela organização, como o app do Colab.

Pelo aplicativo do Colab o cidadão pode fiscalizar a cidade, enviando fotos e mensagens sobre problemas que encontra em sua região diretamente para a prefeitura.

Já a prefeitura, além de criar um novo canal de atendimento para a população, pode enviar pesquisas para conhecer os problemas dos bairros da cidade.

Se você é servidor público e quer aprender mais sobre como inovar nessa área, conheça o curso de Gestão Pública Colaborativa do Colab University, nossa primeira turma foi um sucesso e a segunda começa em breve. Gosta do assunto e tem alguma dica para compartilhar conosco?

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.