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4.5.2020

Os 6 maiores desafios dos gestores públicos durante a Covid-19

Foi realizada uma pesquisa com 750 gestores públicos de 52 países para saber quais são os principais desafios que eles estão enfrentando no home office. Explicamos tudo sobre isso neste artigo.

Em tempos de distanciamento social e quarentena, muitas empresas têm adotado o home office como alternativa.

Isso não está sendo diferente para o setor público, já que muitas prefeituras têm solicitado que os funcionários que puderem, fiquem trabalhando de casa.

Mas nem sempre esta prática facilita a vida dos profissionais. Por isso, foi realizada uma pesquisa para levantar as principais dificuldades dos gestores públicos durante a pandemia de coronavírus. 

E é sobre ela que vamos falar neste artigo, que foi baseado em um conteúdo do blog Apolitical.  Você pode ler o artigo original aqui.  

A pesquisa

O estudo foi feito com 750 servidores públicos de 52 países, sendo a maior parte composta por burocratas da Austrália, Canadá, Estados Unidos e  Reino Unido. 

A pesquisa levantou as 6 principais necessidades dos servidores públicos durante o home office ocasionado pela quarentena, as quais te apresentamos a seguir.

1. Realizar um trabalho saudável e eficaz remotamente

Como todas as pessoas que estão trabalhando de casa, os servidores precisam conciliar trabalho, cuidados com a casa e com as crianças, que também estão afastadas da escola e de suas atividades.

A saúde mental também preocupa, já que o confinamento pode causar ansiedade e as barreiras entre a vida pessoal e profissional ficam mais tênues.

Além disso, é necessário manter sua própria motivação e produtividade.

Um bom exemplo disso são crianças e animais de estimação aparecendo em videoconferências em todo o mundo, pessoas esquecendo que estão sendo filmadas, entre tantas outras situações.

2. Uma boa comunicação entre Governo, servidores e cidadãos

O uso da internet faz com que as informações circulem mais rápido, além de possibilitar maior facilidade na comunicação entre o Estado e a sociedade.

Na ânsia por informações sobre programas sociais ou sobre o enfrentamento da crise, a população tem demandado bastante dos profissionais da ponta, que prestam atendimento direto ao público.

Com a constante mudança no cenário, também existe dificuldade na coordenação de informações entre as secretarias e agências.

3. Apoiar a população vulnerável e pequenas empresas

Os impactos sociais e econômicos da crise são algumas das principais preocupações dos gestores públicos. 

As ameaças à saúde e sustento desses grupos preocupam os governos, que estão oferecendo empréstimos com condições especiais às empresas e desenvolvendo políticas públicas para a população vulnerável. 


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4. Digitalizar serviços e programas governamentais

As necessidades da população vulnerável aumentaram com a crise, por isso o Governo precisa adequar seus serviços à era digital sempre que possível.

Bons exemplos disso são os auxílios emergenciais dados à população pelo Governo Federal e por alguns municípios, como Niterói e Ipojuca.

5. Ajudar líderes sobrecarregados

Os líderes do governo estão sobrecarregados com as medidas que precisam ser rapidamente tomadas em relação à atual crise. 

Isso acaba refletindo nos servidores que trabalham diretamente com eles, já que os mesmos precisam responder à crise e continuar o trabalho regular feito pelo poder público. 

Por isso, os líderes precisam de toda a ajuda das equipes para delegar tarefas e tomar decisões de liderança e comunicação. 

6. Possuir tecnologia para acessar de casa os sistemas de TI do Governo

Os sistemas do Governo tem a segurança otimizada para proteger as informações. Contudo, os equipamentos que os servidores possuem em casa não possuem a mesma segurança, de forma que muitas vezes não são acessíveis por eles.

Alguns problemas de conexão com a internet também foram relatados.


Esses foram os principais desafios relatados ao pessoal do Apolitical. São situações reais, com as quais muitas pessoas se identificam dentro e fora do setor público.

Contudo, o mais importante é que a gente se mantenha unido (mesmo que à distância), a salvo e trabalhando para vencermos essa crise.


Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!