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16.4.2018

6 passos para mapear sua cidade gratuitamente!

Que tal mapear a sua cidade gratuitamente em 6 passos? O processo é bem simples e neste artigo te dizemos como. Confira!

Imagine você e seus amigos mapeando a sua cidade com fotos, geolocalização e categorias como calçada irregular, buraco nas vias, iluminação com defeito, estacionamento irregular ou algumas das outras 70 categorias disponíveis no Colab. Agora, imagine no final da campanha você ganhar um relatório prontinho e gratuito de participação, localização, fotos e dados. Legal, não é?

Há uma maneira muito fácil, prática e gratuita de você e seus amigos mapearem sua cidade e reivindicarem melhorias urbanas. Essa maneira é criando uma campanha e utilizando o Colab. :)

Nesse post, vamos te ensinar a começar e obter um relatório bem legal da sua atividade.

Passo 1:Faça o download do Colab - aplicativo eleito o melhor app urbano do mundo, com mais de 150.000 usuários no Brasil e conectado com mais de 100 prefeituras;

Passo 2:Crie o nome da sua campanha e a #hashtag que as pessoas deverão colocar na descrição das publicações para serem mapeadas. A #hashtag não deve conter acento, cedilha ou qualquer caractere diferente de letra ou número. Também não poderá ser pejorativa ou discriminar algo ou alguém. É importante que a campanha seja colaborativa, não detrativa;

Passo 3:Convide ao menos 10 amigos para fazerem parte da campanha;

Passo 4:Comecem a publicar. São necessárias pelo menos 100 publicações de 10 cidadãos diferentes para a campanha ganhar relevância e você poder solicitar o relatório final. Agora, SUPER IMPORTANTE, faça publicações de forma colaborativa para que as prefeituras consigam agir em cima. Aqui no Manual da Boa Publicação nós descrevemos direitinho a melhor forma. Também, quando estiverem em grupo, cuidado para não publicarem o mesmo caso repetidamente - dessa forma, prefeituras e governos poderão unificá-las e só contará a primeira;

Passo 5:Solicite o relatório completo da campanha e receba gratuitamente. Basta enviar um e-mail para contato@colab.re com o título "Fiz a campanha colaborativa #nomedasuacampanha". A partir daí é só deixar com a gente que entraremos em contato.

Poster da campanha Calçada Cilada

Passo 6:Divulgue muito!

Faça publicações nas suas redes sociais, peça para os amigos compartilharem, mande sinal de fumaça, saia gritando na rua, etc.!Um ótimo exemplo é o www.instagram.com/corridaamiga

Fácil, não é?

Esse foi o caso da campanha Calçada #Cilada da ONG Corrida Amiga. A parceria que já acontece pelo segundo ano seguido teve repercussão nacional, chegando até o Jornal da Record.

Em 2017 foram mais de 1.500 pontos mapeados por todo Brasil. :)

Qualquer dúvida entre em contato conosco and let the games begin!

Print do instagram do Colab com a matéria da Record onde o projeto saiu

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!