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23.7.2015

77% dos paulistanos são a favor de fechar a Av. Paulista para carros aos domingos, segundo consulta Colab + Catraca Livre.

Em parceria com o Catraca Livre, o Colab fez uma consulta para saber a opinião dos paulistanos sobre fechar a Av. Paulista aos domingos. Confira os resultados!

O Colab é a melhor ferramenta de gestão da cidade através do poder do cidadão! Com a discussão sobre o fechamento da Paulista a todo vapor, decidimos descobrir o que os paulistanos pensam sobre isso.

Imagem que apresenta o perfil dos participantes da consulta

Fizemos, ainda uma análise do perfil dos votos:

Interesse: Através do Colab, o cidadão pode fazer fiscalizações e propostas sobre diversos temas relacionados a cidade. Cruzando os dados de quem votou na consulta com as postagens na Rede Social Colab, identificamos um comportamento mais engajado daqueles que foram a favor. Defender causas ambientais e sociais se aproxima também do cuidado com a mobilidade nas cidades de uma maneira geral. Para aqueles que votaram contra, pode-se observar uma preocupação maior com zeladoria e limpeza urbana (afinal, quem vai fazer a limpeza da Av. depois dela aberta?) além de um claro comportamento de motorista de automóveis ao se preocupar com a qualidade das vias.

Heatmap: A diferença de votos da área periférica parece não ser tão grande quanto da área central. Ou seja, as opiniões estão menos divididas pra quem mora mais próximo no centro: Deve fechar a Paulista sim! o/ A área da Av. Paulista em sí também parece parece não ter muitas dúvidas...Gênero: As opiniões ficaram bem divididas e a diferença entre os percentuais acabda não fazendo muita diferença considerando a margem de erro. Imagina só a briga que esse assunto dá numa mesa de bar...

Faixa etária: Apesar dos votantes entre 25 e 36 anos ainda serem maioria, no "contra" ficam praticamente empatados com menores de 25 anos. Esse dado foi realmente contra as nossas expectativas! Acreditávamos que pessoas mais jovens seriam mais a favor do fechamento da Paulista, mas estávamos errados. Comenta aí o que você acha disso!

Mandamos a consulta pra toda cidade, por e-mail, notificação e pelo nosso parceiro Catraca Livre. Gostamos tanto do resultado que estamos pensando em mudar nosso escritório pra lá! :p

Para receber as consultas sempre que um assunto polêmico estiver em discussão se inscreva aqui na nossa versão Web ou baixe o app para Android ou iOS

Você também pode sugerir enquetes para a sua cidade pelo e-mail do contato@colab.re

Faça o download do aplicativo, participe das próximas consultas e publique problemas, propostas e avaliações sobre a cidade.Clique aqui para download no Android.Clique aqui para download no iOS.

Conheça mais sobre o Colab no nosso vídeozinho bacana! ;)

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!