100%
13.8.2015

82,14% dos brasileiros pesquisados é a favor da autorização de funcionamento do Uber!

O Uber deve funcionar ou não nas metrópoles? Realizamos uma consulta em parceria com a Revista Exame para saber a opinião da população sobre essa pergunta. Confira!

Capa da consulta do Colab sobre o Uber

Além da maior Rede Social para a Cidadania, o Colab também a ferramenta perfeita para consultas direto na mão dos cidadãos, em seus smartphones. Somos curiosos e não paramos de criar enquetes sobre vários assuntos (e quanto mais polêmico melhor). Mas além disso, o Colab pode ser uma ferramenta muito poderosa de decisão democrática! Imagina poder decidir onde vai ser investido o dinheiro público? Sobre isso, vem novidade por aí! ;)

Usamos como base nessa pesquisa mais de 100 mil usuários no Brasil inteiro. Pra poder responder às consultas é só se inscrever em www.colab.re ou baixar os apps (os links estão no final da matéria).

Ah, vale lembrar que fizemos essa consulta em parceria com a Revista Época. A matéria deles você pega nesse link

Imagem que apresenta o interesse dos respondentes da consulta sobre Uber

Interesse: Através do Colab, o cidadão pode fazer fiscalizações e propostas sobre diversos temas relacionados a cidade. Cruzando os dados de quem votou na consulta com as postagens na Rede Social Colab, identificamos um comportamento muito semelhante entre pessoas com opiniões opostas. Apoiar propostas de mobilidade urbana e fiscais de trânsito faz parte do comportamento de todas as pessoas que se interessaram pela votação, independente da opinião. A relação dos votantes com os problemas da cidade, esbarra em questões de trânsito mais uma vez. As fiscalizações mais apoiadas foram de estacionamento irregular e buracos na via. De uma maneira ou de outra, independente do apoio ou não ao Uber, quem votou nesta enquete realmente se interessa por questões relacionadas ao trânsito na cidade de maneira geral.

Mapa de locais onde os respondentes moram

Heatmap: Dessa vez a consulta foi nacional. A maioria das votações não se concentrou apenas em cidades onde o Uber atua. Pelo contrário, apenas 25% dos votos vieram dessas cidades (São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Rio de Janeiro) Grande número de votos veio sim das regiões Sul e Sudeste, mas o Brasil inteiro se interessou em opinar.

Consulta_Colab_Epoca_sobre_Uber_4

Gênero: Mulheres parecem ter mais desconfiança do Uber do que os homens. Mas como a maioria ainda é a favor, não podemos tirar grandes conclusões desse fato. Porém devemos dar ainda mais importância para as opiniões femininas pois elas são quem mais sofrem assédios quando optam por estes tipos de transporte.

Perfil dos respondentes

Faixa etária: A distribuição é bem homonêgea em ambas as opiniões. O que vale um comentário é o fato de que, para pessoas  acima de 46 anos, a porcentagem de "Não conheço ou prefiro não opinar" é visivelmente maior que em outras faixas etárias. Parece mesmo que essa tecnologia ainda não atingiu todas as idades...

Discussão sobre a consulta

Bônus: Confira acima alguns dos argumentos que recebemos por e-mail enquanto a enquete estava aberta! Sempre que quiser enriquecer a discussão você pode também mandar e-mails com a sua opinião :D

Mandamos a consulta pra toda cidade, por e-mail, notificação e através de parceria com a Época.

Para receber as consultas sempre que um assunto polêmico estiver em discussão se inscreva aqui na nossa versão Web ou baixe o app para Android ou iOS

Você também pode sugerir enquetes para a sua cidade pelo e-mail do contato@colab.re

Faça o download do aplicativo, participe das próximas consultas e publique problemas, propostas e avaliações sobre a cidade.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

Sobre o autor

Somos a rede social para cidadania e a ponte entre você e o governo. Eleitos o melhor app urbano do mundo.