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31.1.2019

A colaboração na gestão pública

Neste artigo falamos sobre a importância da colaboração para a gestão pública ser mais eficiente e o papel do gestor nesse processo.

Quando falamos de gestão de pessoas no setor público, estamos tangibilizando diversas questões complexas. Dentre elas, passando por: a divisão do setores públicos e diferentes regimes de contratação e formas de remuneração e ingresso na carreira.

O capital humano é o cerne de uma organização. É ele quem move o dia a dia e o futuro de toda e qualquer empresa. A colaboração e a construção de metas criadas em conjunto entre equipes, com sinergia intersetorial moldam a eficiência no alcance de metas organizacionais.

O setor privado, começou muito antes do setor público a olhar para o colaborador de maneira mais estratégica, no sentido de conseguir enxergar no capital humano uma grande oportunidade de desenvolvimento.

Já no setor público, algumas questões burocráticas tornam a implementação de programas de desenvolvimento um pouco mais difícil. A necessidade de traçar metas e objetivos definidos e declarados, chegou ao setor público de modo que as oportunidades de crescimento, inteligência e desenvolvimento ficam mais em evidência hoje.

Contando com tecnologias disponíveis, know how e formas de implementação de projetos que são provados e comprovados em resultados dentro de empresas ao redor do mundo.

Mas como implementar uma cultura de colaboração no setor público?

Começando a dar voz para que o gestor consiga fazer parte da criação de metas e objetivos dentro de sua célula. Assim como o cidadão que faz parte das tomadas de decisão de sua cidade fica mais motivado a juntar forças com a prefeitura e o poder público na resolução de problemas ou sugestões, o gestor público valorizado e motivado a buscar uma cultura de resultado gera ganhos pessoais e organizacionais.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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