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12.4.2019

A Experiência do Cidadão com os Serviços Públicos

Como está a experiência do cidadão com os serviços públicos na sua cidade? Confira alguns cases e aprenda a importância de priorizar a experiência no atendimento.

No setor privado podemos ver que há uma grande preocupação com a experiência do consumidor, o que motiva muitas empresas a oferecerem produtos e serviços cada vez mais inovadores, digitais e fáceis de usar.

Hoje em dia o consumidor tem voz e pode compartilhar sua experiência através das redes sociais para influenciar outras pessoas, de maneira boa ou ruim.Será que o setor público está atento a isso? Afinal, assim como as empresas privadas, esse setor tem um consumidor final: o cidadão.

Neste artigo iremos falar sobre a experiência do cidadão com os serviços públicos e porque ela deve ser uma das suas prioridades.

Cidadão e os Serviços Públicos

O setor público avança em uma velocidade diferente da do setor privado. Prova disso é que enquanto muitas empresas estão usando aplicativos para facilitar a comunicação com o consumidor, muitas cidades ainda não se atentaram a essa oportunidade, mesmo com o crescimento da demanda de serviços digitais no país.

Porém, esse atraso no avanço não significa que o setor público não esteja avançado para se adaptar à Era Digital e melhorar a experiência de seus consumidores, os cidadãos.

Em São Paulo os agendamentos para o Procon e TRE podem ser feitos pela internet para a unidade do Poupatempo de Itaquera, a medida foi tomada para organizar os atendimentos na unidade e evitar excessos de pessoas. Além disso, alguns serviços que envolvem as secretarias da cidade, como a Secretaria da Fazenda, também podem ser agendados pela internet.

Essa atitude pode parecer pequena, mas tem grandes reflexos. O cidadão sente que seu atendimento está sendo priorizado, tem mais certeza quanto a seus horários e pode se organizar além de não precisar enfrentar filas para ser atendido.

Analisar a experiência do cidadão quando utiliza o setor público e ouvir o que ele tem a dizer é a chave para trazer cada vez mais melhorias e inovar na gestão pública.

Gosta de gestão pública e quer saber mais sobre o assunto? Continue de olho no nosso blog, estamos sempre trazendo novos conteúdos sobre esse tema.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.