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11.6.2019

A gamificação para o engajamento da população

A gamificação pode ser usada para engajar a população? Neste artigo explicamos que sim e trazemos exemplos de como isso funciona na prática. Confira!

Já se perguntou o que torna os videogames tão atraentes?

Além de aliviar o estresse e ajudar o cérebro a se exercitar, os videogames utilizam técnicas que deixam o jogador engajado a cumprir os desafios propostos pela história porque sabem que haverá uma recompensa no final.

Porém, a gamificação não serve apenas para processos de aprendizagem, ela tem potencial para engajar também a população a melhorar sua cidade.

Gamificar para melhorar cidades

Usando a gamificação é possível criar desafios e missões que atraiam participantes, podendo conscientizá-los sobre determinada causa ou estimular que participem de eventos.

Por exemplo, a proposta do jogo Pokémon Go é que o jogador cace os monstrinhos pela cidade usando o seu smartphone. Dependendo da região para a qual o jogador vai, aparecem tipos diferentes de pokemón que ajudam o jogador a ter novas conquistas no jogo.

Trazendo para o contexto da gestão pública, o mesmo pode ser feito com a população.Imagine que o hemocentro da cidade precisa de mais doações de sangue. Como você pode levar a população a aderir essa causa?

Além de conscientizar sobre a importância da doação, a gestão pública pode oferecer um aplicativo ou página para que o cidadão se cadastre e acumule conquistas ao ajudar a cidade. Pode ter o selo para a conquista de doador, zelador do patrimônio público e muito mais.

Assim a prefeitura se aproxima da população e mostra que está valorizando cada contribuição que recebe, levando o cidadão a contribuir mais e compartilhar suas conquistas com outros. É assim que se dissemina a cultura de participação dentro da cidade. 😉

Por ser uma plataforma que conecta cidadãos à prefeitura, o aplicativo do Colab oferece a “Jornada do Cidadão”, uma trilha com desafios para que o cidadão entenda como pode colaborar e participar mais para tornar sua cidade melhor.

A participação popular é um dos pilares do Triângulo da Gestão Pública, uma metodologia criada para levar mais inovação para dentro dos governos.

Se você quer mudar a forma como se faz gestão pública, conheça o curso Gestão Pública Colaborativa que traz cases e experiências reais para te ensinar sobre a nova gestão.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.