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14.6.2019

A importância dos rituais organizacionais para a gestão pública

Quantas vezes no último mês você deu clareza sobre o que estava sendo feito na organização para a sua equipe? Neste artigo falamos sobre a importância dos rituais organizacionais para a gestão pública

Quantas vezes no último mês você deu clareza sobre o que estava sendo feito na organização para a sua equipe?

É provável que você não se recorde da última vez que explicou para os funcionários como estão os projetos do setor, ou só não tenha visto importância em compartilhar essa informação. Houve o tempo em que o “eu-quipe” era o que dominava dentro das empresas, mas hoje em dia o conceito de equipe é o que mais se valoriza.

Por isso surge a necessidade de manter a equipe unida e focada em alcançar os resultados desejados. Mas, como isso pode ser trabalhado no dia a dia?

A resposta é simples: com rituais organizacionais.

A importância dos rituais em organizações

A palavra ritual nos lembra dos ritos de passagem realizados em determinadas culturas para comemorar o fechamento de um ciclo.

A visão empresarial transforma esse processo, aproveitando os rituais para sinalizar os fechamentos de ciclos e engajar a equipe.

Engajamento coletivo

É difícil se entusiasmar realizando tarefas que parecem sem sentido, cujos resultados você desconhece. Sentir que seu trabalho não causa diferença gera insatisfação e atrapalha o desempenho profissional.

Para isso é importante trabalhar em rituais de alinhamento, para que a equipe saiba em qual direção cada setor está indo e qual é o resultado esperado. Isso pode acontecer uma vez por mês, por semana, presencialmente ou via e-mail com o envio de newsletters internas.

O importante é que todos saibam o que está acontecendo e como estão colaborando para o resultado final.

Entender o próximo passo

Muitas vezes o planejamento é decidido por poucos e seus detalhes são conhecidos apenas por quem planejou de sua criação.

Transmitir com clareza informações sobre os próximos passos que a organização irá dar é importante para que o colaborador saiba o que vem depois e esteja preparado para isso.

Ajuda entre setores

Já imaginou que a solução que o setor de planejamento precisa pode vir de alguém que não faz parte dele?

Cada servidor traz conhecimentos e experiências diferentes em sua bagagem cultural, isso ajuda a enxergar com novos olhares os problemas enfrentados dentro do órgão público.

Os rituais de alinhamento favorecem o ambiente para que hajam mais trocas de informação entre setores, criando uma rede de apoio dentro da organização já que todos sabem o que cada setor está fazendo.

Todas essas mudanças são possíveis graças ao uso constante de rituais e contribuem para que a organização tenha mais colaboração entre seus funcionários.

Agora que você conhece a importância dos rituais, está na hora de analisar como eles serão implementados no ambiente em que você está. Se a empresa for pequena e tiver poucos funcionários, rituais presenciais com grande frequência (uma vez na semana) pode ser o ideal, mas se ela for grande e com muitos colaboradores, o envio de newsletter pode ser uma mão na roda.

A organização onde você trabalha já realiza rituais? Compartilhe conosco nos comentários e continue de olho no blog para mais conteúdos como esse. 😉

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.