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15.1.2019

A sustentabilidade nas cidades brasileiras

Como está a sustentabilidade nas cidades brasileiras? Junto com a galera da ONU-HABITAT lançamos uma consulta pública para responder a essa pergunta. Confira os resultados!

A consulta sobre Cidades e Comunidades Sustentáveis do Onu-Habitat foi prorrogada até o final do mês de janeiro. Até o momento, mais de 8 mil pessoas já participaram da pesquisa. Pessoas do Brasil inteiro se engajaram nessa ideia. O programa de embaixadores, gerou um ótimo alcance de pessoas em cidades menores. O Jornal Nacional fez uma reportagem sobre o tema, lançado no final do ano passado:

Foto do Gustavo Maia, fundador do COLAB

Dentre as Top 10 cidades com maior participação, estão: Niterói, São Paulo, Rio de Janeiro, Santo André e Teresina. Além dela, existem outras 776 cidades participantes.

Gráfico que mostra a participação das cidades na pesquisa

A consulta já levantou alguns dados alarmantes, totalmente passíveis de análises sensíveis.    Quando perguntado sobre a percepção das pessoas sobre a preservação do patrimônio cultural de suas cidades, 48% das pessoas concordam que não aumentou, frente à 31% que concordam que aumentou nos últimos dois anos.

Foto que mostra a vista de cima de uma cidade

O objetivo é que o resultado dos dados sejam cruzados com dados oficiais do IBGE, a fim de monitorar o desafio perante ao ODS 11. Já falamos sobre isso neste post. Ao final da pesquisa, cada uma das pessoas que responderam ao questionário, poderão visualizar sua percepção de acordo com as respostas das pessoas de sua cidade.

tela do aplicativo com a consulta

Ainda não respondeu à pesquisa? O tempo está acabando, apenas até o final do mês será possível acessar o questionário. Para responder, acesse: www.colab.re

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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