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30.1.2019

Afinal, o que é a “Nova Gestão Pública?”

Você já ouviu falar da "nova gestão pública"? Neste artigo explicamos o que ela é, como funciona e o mais importante: como executá-la.

Já ouviu falar na Nova Gestão Pública? Não? Nossa, então você está na Velha, corre, foge agora! Não, não é bem assim. Mas às vezes parece. Muito se fala na Nova Gestão Pública. Mudanças de comportamento, inovações, disrupções no governo, todas essas iniciativas têm se apoiado neste tema para ganhar seu espaço e relevância. Mas o que é essa Nova Gestão Pública, e como trabalhar dentro deste novo panorama?

É uma teoria da Administração Pública que traz um novo modelo de gestão, que incorpora alguns mecanismos de mercado e outras ferramentas de gestão privada para dentro da gestão pública, como análise de dados, gestão eficiente e engajamento por exemplo. Você pode ler mais sobre isso, neste texto.

Mas é muito importante ter em mente que, ao mesmo tempo que não há um consenso sobre qual é essa Nova Gestão Pública, há a constatação de que os modelos de gestão estão se alterando, em diversas esferas (política, econômica, social, ideológica, etc). E este momento nada mais é do que um momento de transição.

Momentos de transição são caracterizados por alterações que não acontecem de maneira unificada ou simultânea. Sendo assim, temos municípios que já operam dentro de uma Nova Gestão Pública, enquanto outros seguem com as ferramentas tradicionais e, inclusive dentro dos municípios, podemos ter secretarias que já estão adotando ferramentas novas e outras não.

No Colab, nós chegamos a cinco eixos que caracterizam o que consideramos a transição da velha para a nova gestão pública. Que são:

  1. Transição de uma gestão fechada para um gestão mais transparente e comunicativa com o cidadão;
  2. Transição de ações fragmentadas, onde as diferentes secretarias não dialogavam, para uma gestão integrada, trabalhando bastante a intersetorialidade e as políticas públicas que envolvem diferentes secretarias e atores;
  3. Transição de uma gestão reativa para uma gestão responsiva, que através de dados e planejamento age para evitar que os problemas aconteçam;
  4. Transição de uma gestão isolada para uma gestão cocriativa, que observa os desafios enfrentados por outras entidades para compreender e trocar aprendizados;
  5. Transição de rígida para experimental, entendendo que há espaço para testar, errar e aprender.

Esses eixos, como você pode perceber, não representam exatamente uma ruptura, mas representam o desenvolvimento e a alteração de um modelo antigo, caracterizado pela velha gestão pública que está sendo deixada para trás. Ou seja, a Nova Gestão Pública reúne diversas evoluções de um modelo antigo de gestão para um modelo mais integrado, conectado, aberto e experimental. Conte para gente: qual é a sua visão da Nova Gestão Pública, e como ocorre essa transição?

Até a próxima!

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Colab

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