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25.6.2019

Agenda 2030: Combate à Mudança Climática

Provavelmente você já ouviu alguém dizer que as temperaturas estão cada vez mais elevadas e neste artigo vamos falar sobre as metas da Agenda 2030 para combater à mudança climática.

Provavelmente você já ouviu alguém dizer que as temperaturas estão cada vez mais elevadas (talvez essa pessoa tenha sido você), mas já se perguntou por que o mundo está cada vez mais quente?

A resposta está tão presente em nosso cotidiano que até nos esquecemos dela, mas é simples: o aquecimento global.

As mudanças do Aquecimento Global

O mar do Ártico está sofrendo há séculos com a mudanças climáticas, mas foi em 2012 que ele atingiu o nível mais baixo já registrado.

Mesmo que você não veja, o aquecimento global está causando mudanças drásticas na natureza que afetam a maneira como vivemos no planeta, podendo torná-lo inabitável para os humanos dentro de alguns séculos. Estima-se que até o final do século, as temperaturas possam subir de 3 a 5 graus.

As cidades serão as mais afetadas pelas mudanças climáticas e precisam se preparar para isso.

A cidade de Tóquio, por exemplo, sofre com inundações há muito tempo. Para se proteger dos alagamentos, foi construída a  “catedral” subterrânea que faz parte do Canal Subterrâneo de Escoamento da Área Metropolitana. Essa catedral suporta de 65mm a 75mm de chuva por hora, impedindo que haja cheias na cidade acima.

Mesmo com esse sistema, a cidade não estaria preparada para lidar com as chuvas do aquecimento global e cerca de 2,5 milhões de pessoas poderiam ser afetadas pelas inundações.

"Se um país tão preparado quanto o Japão está sofrendo, e uma cidade como Tóquio sofre, todos nós deveríamos estar atentos", afirma Tortajada que trabalha na área de gestão hídrica há mais de duas décadas.

Para combater o aquecimento global, foi feito o Acordo de Paris que desafiava os países a diminuírem a emissão de gases. Além desse acordo, a ONU também colocou na Agenda 2030 um objetivo relacionado a parar o aquecimento global.

As metas para combater o aquecimento global

As metas que a Agenda 2030 propôs para o combate às mudanças climáticas são:

  • Reforçar a resiliência e a capacidade de adaptação a riscos relacionados ao clima e às catástrofes naturais em todos os países
  • Integrar medidas da mudança do clima nas políticas, estratégias e planejamentos nacionais
  • Melhorar a educação, aumentar a conscientização e a capacidade humana e institucional sobre mitigação, adaptação, redução de impacto e alerta precoce da mudança do clima
  • Implementar o compromisso assumido pelos países desenvolvidos partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima [UNFCCC] para a meta de mobilizar conjuntamente US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020, de todas as fontes, para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, no contexto das ações de mitigação significativas e transparência na implementação; e operacionalizar plenamente o Fundo Verde para o Clima por meio de sua capitalização o mais cedo possível
  • Promover mecanismos para a criação de capacidades para o planejamento relacionado à mudança do clima e à gestão eficaz, nos países menos desenvolvidos, inclusive com foco em mulheres, jovens, comunidades locais e marginalizadas

Cumprindo com essas metas, estima-se as temperaturas iam subir apenas 2,9 graus até 2100. Caso elas não sejam seguidas, a projeção é que suba 4,5 graus.

Quer saber sobre outros objetivos da Agenda 2030? Confira nossos artigos sobre Cidades Sustentáveis e Segurança e Bem-estar para todos.Compartilhe sua opinião sobre a agenda conosco através dos comentários. ;)

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária metida a escritora que gosta de falar sobre criatividade na gestão pública e é uma grande amante dos pães de queijo.