100%
7.7.2021

Ainda estaremos online quando as portas das prefeituras se abrirem?

Esse é um debate atual na gestão pública, entenda no artigo abaixo a relação do universo digital e o formato híbrido de democracia no mundo pós-pandemia.

Diante de uma transformação global, gestores, líderes e empresários pensam cada vez mais como será o futuro das nossas relações. No artigo do Apolitical, escrito por Wietse Van Ransbeeck, CEO e cofundador da plataforma interativa CitizenLab, levantou questões importantes para este debate que se torna cada vez mais urgente de ser articulado. 

"No ano passado, os governos locais se viram enfrentando um novo obstáculo em meio a uma pandemia global. As ferramentas online tornaram-se canais vitais para manter um diálogo aberto com os residentes, entender as necessidades únicas  e mutáveis ​​de sua comunidade para seguir em frente com os projetos locais existentes", comenta Ransbeeck. 

Agora que a interação durante a quarentena, por conta da COVID, está ainda mais presente nos ambientes digitais para realizar reuniões, encontros, assembléias e discussões, como que os gestores irão se comportar quando as portas da prefeitura voltarem a se abrir? 

A pergunta traz uma carga emocional - e comportamental - da pandemia que irá mudar para sempre as relações dentro dos espaços públicos, serviços governamentais e a orientação em relação às comunidades e bairros de uma cidade. 

"Os membros da comunidade não estão apenas curiosos sobre as decisões tomadas sobre suas ruas, clima, orçamentos públicos, espaços verdes, escolas e muito mais - eles têm um pulso direto sobre o que é mais necessário e importante para os governos locais gastarem tempo e recursos para melhorar". explica o CEO.

Para Ransbeeck, oferecer à comunidade opções de engajamento digital significa que os gestores serão capazes de alcançar um público mais amplo, reinvestir os custos do evento na comunidade e levar projetos adiante com mais eficiência. A própria ferramenta que ele assume a liderança é uma alternativa de engajar o cidadão, nela os governos locais - de diferentes partes do mundo - podem organizar conexões e envolver a todos nas tomadas de decisões, tornando assim uma ferramenta para ser utilizada de forma híbrida.

Tudo a ver com o Colab, né?!

No artigo ele trouxe dois exemplos de fora do país que se tornaram um 'case de sucesso' durante a pandemia, que comprovam como a interação com o cidadão por meio de uma plataforma pode continuar funcionando de forma híbrida, utilizando ferramentas online e offline, para engajar a comunidade. 

A primeira delas é a cidade de Lancaster, nos Estados Unidos, que conseguiu aumentar a participação em projetos locais 13 vezes mais, oferecendo aos seus cidadãos maneiras híbridas de participar da democracia local através da plataforma Engage Lancaster.

Na Europa, a cidade holandesa Almere tomou a decisão de adicionar elementos online aos seus projetos de participação presencial para atingir os idosos. Mas como pessoas mais velhas, que muitas vezes têm dificuldade de acessar a tecnologia, conseguiriam interagir? Bem, eles construíram uma plataforma de pesquisas e workshops e lançaram redes de apoio para suas famílias auxiliarem na integração desse modelo digital. 

"Os resultados são claros: as pessoas estão prontas e ansiosas para se engajar em uma democracia participativa moderna. E os governos locais têm a oportunidade de repensar como eles envolvem os membros da comunidade, tanto online quanto offline."


Aqui no Colab adoramos inovar na gestão pública!

Por isso, disponibilizamos alguns conteúdos mais completos que falam sobre gestão pública. Deixe o seu melhor e-mail para recebê-los!

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

Neste momento, a construção de uma nova relação está sendo desenhada, o futuro será formado por gestores que estarão à frente das novas tendências globais, e a democracia híbrida está se mostrando ser uma forte ferramenta para diminuir barreiras de participação e possibilitar um alcance maior dentro das comunidades.

"As ferramentas online evoluíram rapidamente no último ano e transformaram o engajamento e as expectativas do público em relação às opções de participação. Um futuro mais econômico, eficiente, inclusivo e baseado em dados está à nossa frente. As ferramentas de que precisamos para a democracia moderna estão aqui - agora é a hora de co-criarmos as cidades do nosso futuro." afirma Wietse Van Ransbeeck. 

Em três tópicos Ransbeeck fez um resumo do que o tema aborda em questões de problematização, importância e solução:

  • O problema: O contato físico dos governos locais com os residentes foi transformado no  contato online;

  • Por que isso importa: Alguns membros da sociedade são privados de direitos pela exclusão digital;

  • A solução: A democracia digital é um caminho, mas um modelo híbrido é melhor.


"Se as opções digitais significam alcançar mais pessoas de grupos tradicionalmente desconhecidos ou envolver os residentes mais jovens, uma abordagem híbrida significa manter alguns elementos presenciais para que também possa abordar a crescente exclusão digital e evitar o isolamento de comunidades marginalizadas", conclui Wietse Van Ransbeeck. 

Já falamos aqui no blog sobre as consequências da transformação digital e trouxemos dicas e sugestões de como pensar em alternativas para as cidades envolverem todos os cidadãos de forma inclusiva. 

Para finalizar, este mês, a plataforma Citizen Lab irá promover um webnário gratuito para discutir sobre a democracia digital na América Latina, na mesa estarão presentes convidados do Peru, Argentina, Guadalajara e Brasil, sendo representado pela Zuleica Goulart, da Cidades Sustentáveis, acesse aqui para saber mais e participe!


Neste momento, a construção de uma nova relação está sendo desenhada, o futuro será formado por gestores que estarão à frente das novas tendências globais, e a democracia híbrida está se mostrando ser uma forte ferramenta para diminuir barreiras de participação e possibilitar um alcance maior dentro das comunidades.

"As ferramentas online evoluíram rapidamente no último ano e transformaram o engajamento e as expectativas do público em relação às opções de participação. Um futuro mais econômico, eficiente, inclusivo e baseado em dados está à nossa frente. As ferramentas de que precisamos para a democracia moderna estão aqui - agora é a hora de co-criarmos as cidades do nosso futuro." afirma Wietse Van Ransbeeck. 

Em três tópicos Ransbeeck fez um resumo do que o tema aborda em questões de problematização, importância e solução:

  • O problema: O contato físico dos governos locais com os residentes foi transformado no  contato online;

  • Por que isso importa: Alguns membros da sociedade são privados de direitos pela exclusão digital;

  • A solução: A democracia digital é um caminho, mas um modelo híbrido é melhor.


"Se as opções digitais significam alcançar mais pessoas de grupos tradicionalmente desconhecidos ou envolver os residentes mais jovens, uma abordagem híbrida significa manter alguns elementos presenciais para que também possa abordar a crescente exclusão digital e evitar o isolamento de comunidades marginalizadas", conclui Wietse Van Ransbeeck. 

Já falamos aqui no blog sobre as consequências da transformação digital e trouxemos dicas e sugestões de como pensar em alternativas para as cidades envolverem todos os cidadãos de forma inclusiva. 

Para finalizar, este mês, a plataforma Citizen Lab irá promover um webnário gratuito para discutir sobre a democracia digital na América Latina, na mesa estarão presentes convidados do Peru, Argentina, Guadalajara e Brasil, sendo representado pela Zuleica Goulart, da Cidades Sustentáveis, acesse aqui para saber mais e participe!


Lívia Donadeli

Sobre o autor

Jornalista de formação, marketeira por imposição. Sempre em busca de pessoas que inspiram. Uma entusiasta por movimentos sociais.