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8.6.2015

Ajude a sua saúde e a sua cidade ao mesmo tempo!

Sabia que você pode ajudar a sua cidade e a sua saúde ao mesmo tempo? Nesse artigo falamos como. Confira!

Um dos maiores problemas pelos quais as grandes cidades passam atualmente é o caos no trânsito, que se desdobra em outras questões, como os engarrafamentos e a perda de tempo nos trajetos, a deficiência do transporte público, a poluição sonora e do ar, o sedentarismo, o caos na quantidade de carros nas vias e o individualismo. Muitas pessoas e grupos organizados têm pensado nessas questões e proposto soluções para esses problemas, que passam por escolhas individuais que buscam dar o exemplo e reverberar no conjunto da sociedade.

Além da reivindicação por melhores condições para o transporte público e as caronas solidárias entre as pessoas, a bicicleta tem surgido como uma alternativa à lógica do automóvel, sendo capaz de trazer benefícios tanto individuais como coletivos.

Quer saber mais sobre essa alternativa que ajuda a sua saúde e a sua cidade ao mesmo tempo? Acompanhe conosco!

Tempo de trajeto

As pessoas que optaram pelo uso da bike em seus trajetos diários da casa para o trabalho ou para o local de estudos, relatam que o tempo do trajeto é indiscutivelmente menor, pois enquanto os carros estão parados nos habituais engarrafamentos, a bicicleta consegue se desvencilhar do imobilismo e chegar mais rápido ao seu destino. Enquanto o trajeto de carro em uma curta distância pode durar cerca de 30 minutos, com a bicicleta ele pode ser realizado em até 15 minutos.

Superando o sedentarismo

Se você reclama que não tem tempo para exercícios físicos, que tal substituir o carro pela bicicleta e aproveitar o tempo do seu trajeto diário para se exercitar? Além de ajudar a cidade com um carro a menos no trânsito — o que significa mais espaço e menos poluição —, você também estará ajudando sua saúde, tanto física quanto mental. A bicicleta é um exercício que não causa impacto nas articulações, queima calorias, promove o tônus muscular das pernas e glúteos e aumenta a capacidade cardiorrespiratória.

Além disso, como todo exercício físico, sua prática também ajuda a liberar endorfina, o hormônio responsável pela sensação de prazer e bem estar.

Foto de um homem andando de bicleta com uma estrutura de bambu que simula um carro para mostrar que a bicicleta ocupa menos espaço que um veículo nas ruas.

Superando o egoísmo

Os números são ótimos aliados para nos ajudarem a visualizar o tamanho dos problemas e das soluções, e nos mostram o espaço ocupado por carros e bicicletas nas vias públicas. Veja:

  • 72 bicicletas transportam 72 pessoas e ocupam um espaço de 90m².
  • Tendo em vista que 1,2 é a média de pessoas por carro, 60 carros transportam 72 pessoas, ocupando um espaço 1000m² (= 1 km²!).

Como você pode ver, o espaço ocupado pelos carros é 10x maior que o ocupado pelas bicicletas, tornando-os os principais responsáveis pelo caos nas grandes cidades.

Optar pelo transporte público ou pelo transporte alternativo, como bicicletas e skates também é uma solução individual diretamente responsável pela melhora do trânsito, pois mais uma bicicleta nas ruas significa um carro a menos! Essa decisão implica em superar o egoísmo de dirigir um carro solitariamente e em perceber que a cidade é para todos!

E então, você está pronto para ajudar a sua saúde e a sua cidade optando pelo transporte não motorizado? Se você já fez essa opção, conte pra gente sua experiência! Se ainda não fez e tem dúvidas, escreva pra gente também!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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