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7.5.2019

As cidades inteligentes estão pensando nas pessoas?

Será que as cidades inteligentes estão pensando nas pessoas? Preparamos um artigo para falar sobre esse tema, confira!

Se você acompanha notícias já deve ter se deparado com alguma que fala sobre as cidades inteligentes, que estão cada vez mais populares.

O conceito de cidades inteligentes é muito amplo, de maneira geral, ele se refere a cidades que usam tecnologia para trazer mais conforto e praticidade para seus habitantes.

Acredita-se que mais de 70% da população mundial vai morar em cidades até 2050, por isso governantes estão investindo esforços em planejamentos para tornar as cidades mais conectadas e melhorar a vida de seus cidadãos dentro delas.

Contudo, será que as cidades inteligentes estão realmente sendo planejadas pensando nas pessoas?

As cidades, a tecnologia e as pessoas

Recentemente foi publicado um artigo escrito por Victor Weber, fundador e diretor do Future Real Estate Institute, no site do World Economic Forum que fala sobre a falta de atenção dos políticos para as necessidades reais da população no planejamento dos projetos de cidades inteligentes.

O artigo disserta acerca de um problema que não está recebendo a devida atenção: a falta de comunicação entre os governantes e a população.Isso ocorre porque, em sua maioria, os grupos responsáveis pelos projetos são formados por políticos, consultores, acadêmicos e empresas de tecnologia. Ou seja, a população que deveria ocupar papel central nessa discussão não sabe o que está sendo planejado para o futuro de sua cidade.

Geralmente a visão que esses grupos têm sobre as necessidades da população coloca a tecnologia como característica para definir aquela cidade como “inovadora”, mas a realidade é que a tecnologia precisa ser vista como um meio para melhorar a vida do cidadão. Por exemplo, ter aplicativos que informem as condições do trânsito na cidade em tempo real ou áreas com risco de alagamento podem ajudar o cidadão e são soluções tecnológicas “simples” de implementar.

Aqui no Colab acreditamos que a participação do cidadão faz toda a diferença para melhorar as nossas cidades, por isso que em nosso aplicativo permitimos que as prefeituras parceiras enviem perguntas para saber a opinião de quem é mais afetado pelas decisões tomadas por elas: os moradores daquela cidade.

De maneira simples a prefeitura pode realizar uma consulta e validar suas decisões, recolhendo feedbacks sobre o que já foi feito e o que está sendo planejado.Essa é uma maneira de planejar cidades inteligentes que realmente pensem nas pessoas que vão viver nelas.

Qual é a sua opinião sobre esse tema? Compartilhe conosco nos comentários.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.