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5.7.2019

As cidades inteligentes são feitas para as pessoas?

Smart Cities são cidades projetadas para melhorar a vida dos moradores adotando tecnologias que tragam diferenças positivas para o cotidiano de seus habitantes. Saiba como isso acontece neste artigo!

Smart Cities – ou cidades inteligentes – são cidades projetadas para melhorar a vida dos moradores, otimizando serviços públicos e adotando tecnologias que tragam diferenças positivas para o cotidiano de todos os habitantes.

Em teoria elas são cidades projetadas para as pessoas, mas será que na prática também é assim?

Toronto: A primeira cidade inteligente

A Sidewalk Labs, uma subsidiária da Alphabet (empresa que controla o Google), está trabalhando para criar a primeira cidade realmente inteligente em uma região de Toronto, Canadá.

Desde agosto do ano passado a empresa está divulgando pequenos detalhes sobre o projeto que promete ter prédios feitos de madeira de regiões reflorestadas, painéis para captação de energia geotérmica e uma rede de túneis subterrâneos para transporte de encomendas e materiais.

O projeto parece promissor, mas será que essa cidade está realmente sendo planejada para as pessoas?

Os moradores da região acreditam que não e têm muitos questionamentos sobre o que acontecerá com os dados coletados pela Sidewalk Labs.

Acontece que para um projeto como esse ser executado é necessário fechar parcerias com empresas privadas que podem coletar dados sobre os hábitos dos cidadãos. A doutora Ann Cavoukian, especialista em privacidade, pediu demissão do projeto no final de 2018 alegando que as informações coletadas seriam identificáveis e disponibilizadas para terceiros, que poderiam usá-las para ofertar produtos e serviços aos moradores. Em sua carta de demissão, ela escreveu que “eu imaginei que criaríamos uma Cidade Inteligente de Privacidade, em oposição a uma Cidade Inteligente de Vigilância.”

O Torontoist coletou 35 perguntas dos moradores sobre o projeto que variam desde compreender se o sistema pode ser facilmente hackeado até quem vai se beneficiar com os dados coletados.

O caso de Toronto ilustra a percepção de que as cidades inteligentes, embora pretendam no fim ser cidades melhores para as pessoas, tem como pilar chave para essas melhorias o uso de dados da população. E este assunto ainda não está claro, o que justifica a desconfiança por parte da população.

O uso dos dados

Existem iniciativas como as govtechs que querem usar a tecnologia para auxiliar as cidades, mas ainda existe muita desinformação e o medo que os dados sejam usados para fins comerciais.

A informação se tornou a moeda mais preciosa e as pessoas ainda não entendem como ela pode ser usada.

Governos e empresas precisam entrar em um acordo que defina como os dados serão usados e por quem, assim é possível passar clareza para a população e diminuir as preocupações.

As smart cities para pessoas

Para que possamos afirmar que uma cidade é pensada nas pessoas, devemos analisar se ela funciona para as pessoas.

Nessa cidade é possível andar a pé nas ruas? Os moradores conseguem se locomover utilizando bicicletas? Afinal, como é a mobilidade urbana nesse local?

As cidades devem ser pensadas para as pessoas e não somente para as coisas (como os carros).

Atualmente, muitas cidades brasileiras vivem em uma realidade na qual os moradores precisam ir até praças “privadas” de shoppings centers em busca de lazer por não se sentirem seguros nas praças públicas. Mesmo com todo o investimento, nossas cidades ainda não estão pensando nas pessoas.

Qual sua opinião sobre esse tema? Você acredita que as cidades estão sendo pensadas para as pessoas? Compartilhe conosco nos comentários.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.