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26.4.2019

Boas práticas para a Gestão Pública

Boas práticas são técnicas reconhecidas como as melhores e mais eficientes para realizar certas ações. Neste artigo separamos algumas boas práticas para a gestão pública, confira!

Boas práticas são técnicas reconhecidas como as melhores e mais eficientes para realizar certas ações, elas estão presentes em qualquer ramo profissional e a gestão pública não é exceção.

Pensando nisso, separamos algumas sugestões de boas práticas que já são usadas pelo setor privado que podem contribuir para a gestão de entidades públicas

Organização de Funcionários

Como evitar o acúmulo de tarefas ou a subutilização dos servidores?

A organização de funcionários serve para isso, trazendo esquemas para a distribuição correta das tarefas entre os servidores e otimizando o trabalho da equipe.

Análise de Riscos

Também conhecida como gestão de riscos é, de maneira sucinta, estar preparado(a) para o pior cenário possível dentro do limite de riscos aceitável.

Por exemplo, imagine que a prefeitura está organizando um evento com shows para os cidadãos, mas bem no dia começa uma chuva torrencial. Existe algum plano B para isso?

Ou pior, o número de participantes do evento supera as expectativas e cria demanda por mais policiamento e presença de ambulâncias na região. Se isso acontecer, o que deverá ser feito?

Esses são dois exemplos simples, mas a análise de riscos pode ser aplicada em orçamentos públicos, implementação de políticas públicas, mudanças de funcionários etc.

Comunicação

Aqui no blog já falamos sobre a importância da comunicação entre o setor público e o cidadão, essa dica se refere comunicação do setor público com seus funcionários.

Dentro de qualquer organização é importante que os colaboradores compreendam como seus trabalhos estão ajudando nas metas e objetivos da empresa, isso ajuda o servidor a entender seu papel dentro daquela organização.

Quando bem trabalhada dentro da organização, a boa comunicação pode contribuir para que mais parcerias sejam feitas entre os setores, ajudando na criação e implementação de novos projetos - assim como a governança.

Quer conhecer mais dicas de boas práticas para a gestão pública? Conheça o nosso curso LINK - Gestão Pública Colaborativa, nele trazemos dicas e cases para ajudar os servidores a inovarem dentro do setor público.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.