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29.7.2020

A centralização de tudo no seu celular

Pra quê você usa o seu celular? Hoje em dia, já é possível utilizá-lo para quase tudo, desde fazer uma simples ligação até comprar um carro.Mas será que isso é seguro? Te conto neste artigo.

Hoje vim falar sobre um tema que tem ganhado os holofotes nos últimos tempos: a bancarização e as multi tarefas de aplicativos. No mês passado, o Whatsapp anunciou que será possível realizar pagamentos e transferências através do app de troca de mensagens. Para o verdinho, já não é mais suficiente ser somente rede social com stories, fazer ligações e videochamadas, além das mensagens.

O Brasil será o primeiro país que receberá essa nova funcionalidade através de uma parceria do Facebook (que é o dono do Whatsapp e de mais um monte de apps) com a Cielo, líder de pagamentos eletrônicos na América Latina.

Essa funcionalidade já é explorada através dos apps de bancos tradicionais e de bancos digitais, como o Nubank, mas era bastante cobrada pelos usuários do Zap.

O megazord chinês

Se você pesquisar um pouco mais sobre o assunto, vai ver que essa funcionalidade de pagamentos já existe desde 2018 no WeChat, um aplicativo chinês que além de servir para troca de mensagens, se transformou em um “megazord” e tem mais funcionalidades que qualquer outro app desse tipo.

Para se ter noção, os quase 1 bilhão de usuários do WeChat conseguem utilizá-lo para passar por consultas médicas, comprar qualquer produto - sério, dá até pra comprar um carro -, pedir um táxi ou carro particular, pedir comida, reservar pacotes de viagem, namorar (tem uma espécie de Tinder dentro dele), acompanhar fanpages e ainda por cima é uma rede social.

O Wechat também possui um módulo de ID, que armazena as informações dos documentos dos usuários e permite que eles usem o app como um documento de identificação oficial. E sabe o que é mais impressionante? O governo chinês acompanha tudo de perto e aprova as ações do aplicativo - é importante salientar que aqui existiria uma séria discussão sobre privacidade das pessoas, mas que em uma ditadura como a chinesa isso não pode sequer ser questionado. #medo


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A bancarização dos apps

Voltando à bancarização, os pagamentos digitais na China movimentam aproximadamente 4 trilhões de dólares por ano, que representa 33% do PIB do país asiático.

No Brasil, o Nubank também evoluiu e mudou bastante. O que começou como um cartão de crédito que não cobrava anuidade, se tornou um banco 100% digital, com poupança e tudo. Em 2019, a empresa triplicou sua base de clientes, dobrou sua receita, expandiu seus negócios pro México e lançou um programa experimental de empréstimos.

Após o Nubank, muitos outros bancos digitais surgiram, além de empresas de crédito terem se tornado bancos digitais, como a financeira das Lojas Pernambucanas e a financeira das Lojas Riachuelo.

A cada dia que passa o dinheiro de papel é cada vez menos utilizado e o pagamento digital ganha mais espaço. Será que nossos netos conhecerão as cédulas e moedas de dinheiro? Quanto tempo demorará para que tudo esteja digitalizado e centralizado em um só lugar?

E o futuro?

Com todas essas informações, consigo te garantir uma coisa: a era digital veio pra ficar e o mundo nunca mais será o mesmo. Os aplicativos viraram megazords e nós estamos nos tornando ciborgues, ou vai me dizer que consegue passar o dia inteiro sem seu smartphone?

Precisamos estar preparados para essa nova era e os sistemas e aplicativos precisam investir cada vez mais em segurança e proteção de dados. 

Afinal de contas, assim como não existe progresso sem ordem, não deve existir tecnologia sem segurança.


Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!