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20.2.2019

Cidade Modelo: O exemplo da Estônia para a Educação

Quais as lições da Estônia para melhorarmos a nossa educação? Descubra porque o país é um exemplo a ser seguido por todas as nações.

Na última edição do PISA (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes, em inglês), a Estônia apareceu em terceiro lugar no ranking, perdendo só para o Japão e Cingapura. Já o Brasil ficou em 63° dentre os 70 países participantes.

Quais as lições da Estônia para melhorarmos a nossa educação?

Nesse post resolvemos falar um pouco sobre a educação e trazer  o caso desse pequeno país para você como inspiração.

Os Três Pilares

A Estônia é um país jovem que foi criado como Estado autônomo há pouco mais de cem anos, em 1917. Antes disso, o território sofreu com o domínio de outros povos nas terras estonianas. Mesmo nesses períodos conturbados, existem registros históricos de que a alfabetização da população estoniana era de 94%. Esses registros remetem a 150 anos atrás, mostrando uma clara preocupação quanto a educação no país.

Para a Ministra da Educação e Pesquisa do país, Mailis Reps, em entrevista à BBC News Brasil, existem três pilares que explicam o sucesso da educação estoniana."O sucesso da educação na Estônia se baseia em três pilares. A educação é valorizada pela sociedade, o acesso é universal e gratuito e há ampla autonomia (de professores e escolas)". A ministra também ressaltou que “os estonianos realmente acreditam que a educação abre uma ampla gama de possibilidades”.

O país acredita tanto na educação que ela é gratuita e oferece oportunidades para que todos sejam inseridos no sistema educacional. Além disso, o país fornece alimentação gratuita nas escolas, materiais didáticos, serviços de aconselhamento e subsídios em transporte.A Estônia investe 6% do PIB (Produto Interno Bruto) em educação.

Analisando só a porcentagem, é igual ao investido pelo Brasil, porém, quando olhamos o PIB per capita e o número de alunos percebemos as diferenças. Por exemplo, enquanto o governo estoniano investe o equivalente a R$28 mil por aluno ao ano no ensino básico, o Brasil investe R$6,6 mil.

“A educação sempre foi uma prioridade para investimentos, quando se trata de salários de professores, rede de escolas ou infraestrutura digital", destaca Reps.

Valorização do Professor

De acordo com o OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), nos últimos 10 anos o aumento salarial dos professores estonianos foi impressionante: só na última década o salário aumentou em 80%. Essa informação se destaca mesmo dentro do cenário Europeu.

"A chave está no acordo com a sociedade. Todos devem entender a necessidade da educação - só assim é possível obter resultados", explica a ministra, "Existem competências gerais que todo aluno deve desenvolver: cultura e valores; habilidades sociais e de cidadania; autodeterminação, autoaprendizagem, interação e comunicação; matemática, ciências naturais, tecnologia; empreendedorismo e competências digitais".

As escolas estonianas possuem autonomia para definir as metodologias que serão usadas e os ambientes de sala de aula, mas as diretrizes de ensino ainda estão no currículo nacional. Ou seja, o currículo define o resultado final, mas como alcançá-lo é decidido pelo professor.

Inovação na Estônia

Além do investimento em educação, a gestão pública do país investe muito em tecnologia. Atualmente existem apenas três serviços públicos na Estônia que exigem a presença física do cidadão: casamento, divórcio e transferência de imóvel.

O país se tornou referência de administração pública eficiente e com a digitalização de serviços públicos reduziu a burocracia, o que deixou seus cidadãos mais felizes usufruindo de serviços práticos.

Voltando para a realidade brasileira, sabemos que ainda falta muito para chegarmos nesse nível. É claro que temos prefeituras apostando na inovação e criatividade na gestão pública, mas isso ainda é muito desigual dentro do país.

Se você é gestor ou servidor público e quer mudar essa realidade, venha conhecer o curso de Gestão Pública Participativa aqui do Colab. Nele temos professores especialistas em administração pública trazendo cases e ideias de inovação incríveis.

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4 - Consuma de forma consciente

Antes de comprar diversas “coisas” e “tendências tecnológicas”, sempre se pergunte: eu realmente preciso disso? Terá utilidade para mim e para minha família? Preciso comprar isso agora? O meio ambiente e o seu bolso vão te agradecer =)


5 - Reutilize folhas de papel

Sabe aquele trabalho escolar que você imprimiu no ano passado e tá guardado no armário, acumulando poeira? Aquele relatório que seu chefe adorou ver três meses atrás, mas que não precisa mais? Tudo isso pode ser reutilizado! Use o verso da folha para anotar recados e ideias, rabiscar, dê para crianças desenharem, imprima nos dois lados da folha ou utilize o verso para imprimir coisas que não são tão importantes e serão utilizadas para consumo próprio. Enfim, dá pra fazer tanta coisa!


 6 - Deixe seu carro em casa

Utilize mais transporte público e outros meios que não poluem o meio ambiente, como bicicletas e patinetes elétricos. Comece a caminhar mais também! Além de conseguir ver coisas que passam despercebidas quando você está de carro, você desestressa e pode até perder aqueles quilinhos “a mais”.


7 - Participe da Consulta Cidades Sustentáveis da ONU-Habitat

Além de ajudar a prefeitura da sua cidade e a ONU-Habitat a terem uma noção sobre como estão os esforços para atingir o ODS11 da ONU, você exerce sua cidadania falando para o governo sua opinião sobre esse assunto. Para responder à consulta, é muito simples: baixe o app do Colab em seu smartphone ou acesse https://consultas.colab.re/cidades-sustentaveis, preencha seu cadastro e responda o questionário. É fácil, rápido e você ainda ajuda sua cidade a se tornar cada vez mais sustentável!

Você sabe mais alguma forma de apoiar o desenvolvimento sustentável na sua cidade? Conta pra gente aqui nos comentários =)

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.