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1.11.2018

Cidades melhores para o cidadão, com o cidadão

O outubro urbano surgiu para promover o interesse internacional na urbanização global. Entenda como ele contribui para termos cidades melhores para o cidadão, com o cidadão, neste artigo!

O Outubro Urbano, como é conhecido, começa com o Dia mundial do Habitat (comemorado no dia 1), e termina com o Dia Mundial das Cidades (31). Dia instituído pela Assembléia Geral da ONU em dezembro de 2013 (mesmo ano de nascimento do Colab).

O objetivo é promover o interesse internacional na urbanização global, além de melhorar a cooperação entre países e cidades no encontro de oportunidades. Hoje, este dia também contribui para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. O mês de outubro é um período importante por estes motivos, e é claro que o Colab não deixaria isso passar em branco.

Afinal, fomos eleitos o melhor app urbano do mundo! Por isso, torcemos muito pelo futuro sustentável das nossas cidades brasileiras. E acreditamos que governos abertos e participativos, trabalhando em colaboração com cidadãos engajados, sejam a chave para cidades melhores.

Trabalhamos todos os dias, para dar protagonismo ao cidadão, possibilitando que ele colabore de forma estruturada e transparente. Levando para os governos, um programa inovador de gestão pública colaborativa.

O ONU-Habitat está com uma consulta pública aberta em parceria com o Colab para entender qual a percepção das pessoas em relação ao desenvolvimento de suas cidades nos últimos 2 anos. Você pode participar da consulta clicando aqui.

O ONU-Habitat lançou um cordel comemorativo para o mês de outubro, homenageando as manifestações populares da região Nordeste, onde está localizado o primeiro escritório do ONU-Habitat fora da sede no Rio de Janeiro.

Clique aqui para acessar o cordel.

A construção de cidades sustentáveis e resilientes

O tema geral do Dia Mundial das Cidades é Melhor Cidade, Melhor Vida, cada ano a ONU escolhe um sub-tema diferente. Segundo o documento oficial: “Uma Cidade Resiliente avalia, planeja e age para preparar e responder aos riscos - naturais e provocados pelo homem, de início súbito e lento, esperados e inesperado - para proteger e melhorar o desenvolvimento ao vivo e seguro das pessoas ganhos, fomentar um ambiente de investimento e impulsionar mudanças positivas”

Segundo a ONU. Estas são as características de uma cidade resiliente:

  • Persistência: cidade que antecipa impactos para se preparar choques atuais e futuros;
  • Adaptação: cidade que não considera apenas riscos previsíveis, mas também aceita os atuais e futuros problemas e incertezas;
  • Inclusão: cidade inclusiva, centrada nas pessoas, entendendo que ser resiliente implica proteger cada  pessoa de qualquer impacto negativo.

Para ter acesso ao conteúdo completo da ONU:

Dia Mundial das Cidades: Construindo cidades sustentáveis e resilientes (Documento Oficial)
Dia Mundial das Cidades: Construindo cidades sustentáveis e resilientes (Documento Traduzido)

E então? Sua cidade está se tornando mais sustentável? Existem processos de resiliência? O Colab pode ajudar! Queremos ouvir você! Converse conosco através do contato@colab.re

Banner com o texto Responda à consulta ONU-HABITAT e ajude a melhorar a sua cidade.

Até mais! :)

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

Sobre o autor

Somos a rede social para cidadania e a ponte entre você e o governo. Eleitos o melhor app urbano do mundo.