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25.10.2018

Colab apresenta seus casos de sucesso à representantes do governo de Belize, na América Central.

O time do Colab foi convidado para apresentar seus casos de sucesso aos representantes do governo de Belize. Confira um pouco dessa viagem!

No dia 22 de Agosto o Colab cruzou mais uma vez a fronteira brasileira em direção à mais um destino internacional: desbravou a partir de seus casos de gestão colaborativa o pequeno país de Belize, na América Central.

Com aproximadamente 400 mil habitantes (Banco Mundial - 2016), o governo federal de Belize está implementando, com o apoio da Organização dos Estados Americanos (OEA) um programa de governo aberto.

Como parte deste processo, a OEA realizou conferências online com entidades da sociedade civil e empresas, para que estas compartilhassem casos práticos aos responsáveis pela implementação do programa no governo de Belize.A tecnologia conectou, ao mesmo tempo, pessoas de 4 países diferentes, em contextos distintos, mas com um propósito comum: discutir como os dados abertos podem tornar os serviços públicos melhores, e promover desenvolvimento econômico e social.

Os países? Jamaica, Estados Unidos, Belize e Brasil. Com muito orgulho nós do Colab representamos o Brasil! #gocolab

Luiza Jardim e Luiza Barbosa do Colab preparando sua apresentação

Apresentamos como o Colab funciona para os governos e para os cidadãos e contamos detalhes dos nossos cases, que temos muito orgulho.Você gostaria que o time do Colab fizesse uma apresentação na sua cidade também? Escreva para nós! Acesse https://colab.re/gov

Se você quiser conhecer melhor o programa do governo de Belize em parceria com a OEA, acesse a página do programa no Facebook aqui.Se você quiser ter acesso ao vídeo completo da seção, acesse aqui.Até a próxima!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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