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8.8.2018

Colab e ONU-Habitat vão perguntar a você, cidadão, se a sua cidade está preparada para se tornar sustentável

Colab e ONU-Habitat vão perguntar a você, cidadão, se a sua cidade está preparada para se tornar sustentável! Saiba os detalhes aqui.

Imagem com o texto "UN-HABITAT For a better urban future"

Gustavo Maia - Co-fundador e CEO do Colab - assina contrato de parceria com a ONU - Habitat para implementar uma consulta pública digital nos municípios brasileiros, com o objetivo de auxiliá-los no alcance do  Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11, que visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis até 2030.

A consulta faz parte do projeto da ONU - Habitat intitulado "Sistemas de responsabilidade pública para medir, monitorar e informar sobre políticas públicas urbanas sustentáveis na América Latina" (tradução nossa) cujo objetivo, segundo a própria ONU-Habitat, é de compreender como as diferentes partes interessadas de uma cidade podem alinhar e aprimorar suas responsabilidades no âmbito da sustentabilidade, propondo ações efetivas.

Entre estas diferentes partes interessadas estariam governos, sociedade civil, comunidades, setor privado, profissionais, comunidade científica e acadêmica e - é claro - o cidadão!Com isso, a partir do Colab a ONU - Habitat quer reunir a percepção dos cidadãos de todas as cidades do Brasil a respeito das ações implementadas pelas respectivas prefeituras para atingir o Objetivo 11 nos últimos dois anos.

Qual o papel dos cidadãos nisso?

O objetivo da ONU-Habitat, com essa consulta, é fazer uma avaliação do desempenho de cada prefeitura em relação ao ODS 11 de acordo com a percepção da população. Ou seja, a maneira como cada um percebe a sua cidade é um indicador de como o governo local está trabalhando para atingir o ODS 11.

Como os cidadãos poderão participar?

A partir de 2 de Outubro, os cidadãos poderão participar da consulta tanto através do aplicativo como da plataforma web do Colab. Serão diversas perguntas, em sua maioria pedindo para o cidadão indicar o nível de concordância com algumas avaliações, podendo escolher entre opções que variam entre "Discordo Fortemente" e "Concordo Fortemente" a respeito da melhoria da qualidade da gestão de resíduos (coleta de lixo e materiais recicláveis) em suas cidades, por exemplo, e também indicando a existência ou não de políticas públicas municipais relacionadas ao ODS 11, à transparência e à prestação de contas.

O mais interessante é que ao terminar de responder, o cidadão poderá comparar as duas repostas com a percepção dos cidadãos de sua cidade ou do Brasil.

Você quer nos ajudar a mobilizar cidadãos ao redor de todo o Brasil?

Envie um e-mail para contato@colab.re com o assunto "Eu quero ser um multiplicador" e nós te daremos mais detalhes de como você pode nos ajudar por lá ;) combinado?

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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