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19.1.2019

Colab University - Primeira turma

Após o após o Colab Gov Summit, o Colab decidiu lançar seu curso online de gestão pública. Confira os detalhes da primeira turma aqui!

Como muitos de vocês já devem saber, após o Colab Gov Summit (evento realizado pelo Colab em Maio de 2018, que trouxe diversos especialistas no assunto sobre gestão pública), nós do Colab identificamos uma necessidade de trazer novos conteúdos, novidades e um novo formato de capacitação de agentes públicos do nosso Brasil. Foi com este insight que surgiu o Colab University.

Lançamos nosso primeiro curso LINK: Gestão Pública Colaborativa com o intuito de fazer a ponte entre a gestão atual e a nova gestão pública. O curso abordou diversos temas relevantes para a criação e novas ideias, implementação e gerenciamento de uma gestão mais colaborativa.

O curso LINK é a conexão entre você e a nova forma de fazer gestão pública no Brasil.

O conteúdo do curso está preparado para te dar o conhecimento e todas as ferramentas necessárias para que você se torne um agente de inovação onde você trabalha.Dentro os temas abordados:

  • Transição da velha gestão pública para a nova gestão pública
  • Gestão de pessoas na área pública
  • Democracia, cidadania e cultura de participação
  • Caso de uso de tecnologia para aumento de eficiência de política pública de meio ambiente
  • E muito mais.

Abrimos a primeira turma em dezembro de 2018, tomamos o cuidado para que fossem poucos alunos (100 no total), a fim de conseguir atender  todo mundo de forma EXCELENTE!

Assim, criamos uma lista de espera para pessoas interessadas em realizar o curso neste ano de 2019 que não puderam se inscrever em 2018.Se você não pôde ou não conseguiu participar antes de encerrarem as inscrições e tem interesse, temos uma ótima notícia: a lista de espera está aberta! Ao se inscrever, você saberá em primeira mão e antes de todo mundo quando abrirá a próxima turma. Vem com a gente ;)

Juntos, vamos construir um futuro melhor.

Quero participar do curso que vai me ensinar a fazer uma nova gestão pública no Brasil.

Até a próxima!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

Sobre o autor

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