100%
1.3.2019

Como a tecnologia ajuda a Gestão Pública?

Imagine uma cidade onde não é necessário sair de casa para resolver problemas na prefeitura. Escrevemos esse artigo para mostrar como a tecnologia ajuda a gestão pública.

Imagine uma cidade onde não é necessário sair de casa para resolver problemas na prefeitura, onde você pode pedir por melhorias usando um aplicativo e recebe feedbacks sobre o andamento desses pedidos.

Imagine não ter formulários, filas de espera nas secretarias e só precisar comparecer a prefeitura para vender seu imóvel, se casar ou pedir o divórcio.

O que eu acabei de descrever pode parecer com o mundo ideal e inalcançável, mas já é realidade em países que abraçaram a tecnologia e os benefícios que ela traz para a gestão pública.

Neste artigo, iremos falar sobre como a tecnologia pode ajudar a gestão pública e trazer alguns cases das melhorias que ela já está trazendo para algumas cidades e países.

Serviços Públicos Digitais

Os serviços digitalizados já são realidade para alguns países.

Os países europeus, por exemplo, são os mais avançados na digitalização de serviços públicos, principalmente a Estônia onde 99% dos serviços públicos estão disponíveis pela internet (com exceção aos casamentos, divórcios e vendas de imóveis). Atualmente, o Governo do Brasil disponibiliza mais de 1,7 mil serviços públicos dos quais apenas 40% são totalmente digitais, através do site portal de serviços. Pelo site também é possível obter informações sobre taxas, contatos com os órgãos responsáveis e documentos necessários para utilizar os serviços.

Esse ainda não é o cenário ideal, mas mostra que o governo do nosso país já está caminhando em direção a digitalização de serviços.

Vantagens da Tecnologia

A digitalização de serviços e o uso da tecnologia nos setores públicos pode contribuir para:

  • Acelerar e simplificar processos para a população;
  • Facilitar o trabalho das secretarias municipais;  
  • Ajudar na captação e organização de dados.  

Fazendo bom uso da tecnologia, é possível obter dados para validar decisões tomadas pelas secretarias e pela prefeitura.

Por exemplo, pelo aplicativo do Colab a prefeitura de Curitiba recebeu denúncias de estacionamentos ilegais na cidade. Tendo essa informação, a Secretaria Municipal de Trânsito (SETRAN) realizou uma ação de fiscalização nos locais apontados pela população através do aplicativo e atuou em flagrante vários veículos estacionados em locais indevidos.

Em Niterói também houve uma ação de combate ao estacionamento irregular de veículos e novamente as regiões fiscalizadas foram apontadas pelos usuários do aplicativo Colab.

Através das redes sociais podemos ver moradores denunciando irregularidades em seus bairros e comunidades, falando sobre a falta de iluminação, problemas em vias públicas e depredação de patrimônio público.

A tecnologia já está ajudando a fiscalizar a cidade, mas ainda falta investir em maneiras de reunir os dados das reclamações para enviá-los aos setores responsáveis e analisar quais medidas devem ser tomadas para solucionar esses problemas.

O cidadão está acostumado ao uso da tecnologia, basta ver o número de smartphones ativos no país. Cabe ao setor público se adaptar a essa nova realidade e aceitar a ajuda da tecnologia na gestão pública, para engajar a população a ser mais participativa e presente nos processos de criação de políticas públicas.

Se atua no setor público e quer melhorar o modelo de gestão pública, participar ativamente da mudança da velha para a nova gestão pública, entender seu papel nessa transformação ou busca ferramentas para promover a mudança, venha conhecer o Curso de Gestão Pública Colaborativa do Colab.

Quer saber mais sobre gestão pública? Continue navegando pelo nosso blog, temos vários conteúdos legais para você. 🙂

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.