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12.5.2019

Como as GovTechs podem ajudar a gestão pública?

Govtechs são empresas que atuam como parceiras do governo oferecendo soluções tecnológicas para os problemas enfrentados por governantes e cidadãos. Saiba como elas podem ajudar a gestão pública!

Como foi a sua última experiência com o serviço público?

É provável que você diga que foi cansativa e demorada por conta da burocracia, dependendo da sua cidade ainda há o risco de ter passado horas esperando apenas para ser atendido(a).Acha que essa situação é desanimadora e que não há solução para ela? Pode respirar fundo, as govtechs estão pensando em como solucionar isso.

Govtechs são empresas que atuam como parceiras do governo oferecendo soluções tecnológicas para os problemas enfrentados por governantes e cidadãos.

Com previsões como a de que até 2050 mais de 70% da população vai residir em áreas urbanas, ter a disposição ferramentas inovadoras para solucionar problemas cotidianos é mais do que necessário e as govtechs têm muito a contribuir.

Brasil e as GovTechs

No Brasil é comum ver cidadãos reclamando que os serviços públicos são demorados, algo que foi comprovado pelo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O estudo mostrou que na América Latina a burocracia está afetando o serviço público com demoras na emissão de documentos e atrapalhando a produtividade dos servidores. Para se ter ideia, o estudo mostra que a média de tempo gasto para a realização de trâmites burocráticos no Brasil é de 5,5 horas.

De acordo com a pesquisa, uma solução para essa situação seria a digitalização de procedimentos que além de agilizar a ação, também contribui para o combate à corrupção e diminuição de custos.

O estudo afirma que:“As empresas perdem horas produtivas e, com elas, parte de sua competitividade. O Estado se perde em meio a procedimentos complexos e manuais e não consegue conectar as políticas públicas aos beneficiários pretendidos.”

Uma solução para agilizar esses processos é a utilização dos serviços fornecidos pelas govtechs brasileiras que podem reaproximar cidadãos dos governantes das cidades, trazer mais tecnologia para o serviço público e melhorar o dia a dia de servidores.

O Colab é uma das govtechs que mais está conquistando espaço no país, através do aplicativo o cidadão pode alertar a prefeitura sobre problemas em vias públicas, responder a consultas e até receber alertas sobre hemocentros que precisam de doação de sangue.

Essa é uma solução para engajar o cidadão a exercer a sua cidadania.Qual a sua opinião sobre as govtechs? O que acha do serviço público no Brasil?

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.