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22.5.2019

Como podemos ter um mundo mais colaborativo?

Como podemos ter um mundo mais colaborativo? Neste artigo falamos um pouco e compartilhamos a experiência do Colab nessa missão.

No Colab acreditamos no potencial da colaboração para termos cidades melhores com políticas públicas que realmente façam diferença para os cidadãos. Por essa razão, estamos sempre buscando conteúdos relevantes sobre gestão pública e compartilhando-os aqui no blog e em nossas redes sociais.

No dia 3 de junho lançaremos gratuitamente a nossa mais nova websérie: Inovação em Governos. Através dela queremos compartilhar os principais aprendizados que tivemos nesses 6 anos trabalhando com governos e mostrar que é possível inovar dentro do setor público.

Essa série é para todos que trabalham direta ou indiretamente com gestão pública e desejam ser agentes de transformação e inovação para a sua cidade. A série possui 4 episódios e, no último, falaremos como se capacitar ainda mais através do nosso curso de Gestão Pública Colaborativa (GPC).

A importância da colaboração

Quantas vezes você sentiu que estava colaborando para melhorar a sua cidade nos últimos tempos?

A colaboração contribui para qualquer avanço, seja dentro de uma comunidade, escola, empresa ou até mesmo na sua casa. Vemos exemplos disso em coworkings que reúnem pessoas diferentes no mesmo espaço, assim elas podem trocar ideias e experiências profissionais.

Nossa sociedade está lidando com desafios cada vez mais complexos e para solucioná-los é preciso envolver mais pessoas que possam contribuir com as soluções, por isso queremos ajudar na aproximação entre o governo e o cidadão através da tecnologia.

Afinal, é possível inovar dentro do setor público.Se você quer descobrir como pode inovar no setor público através da colaboração, inscreva-se aqui e acompanhe a minissérie Inovação em Governos gratuitamente. Te vejo lá!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.