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19.3.2019

Como seria a cidade ideal?

Como seria a cidade ideal? Será que ela já existe no Brasil? Saiba a resposta para essas perguntas em nosso artigo!

Como seria a cidade ideal? Será que ela já existe no Brasil?

Na música de Chico Buarque, a cidade ideal imaginada pelas crianças, cachorros e galinhas deve ter alamedas verdes, postes e poucos carros para não atropelar ninguém, mas sabemos que outras coisas são necessárias.

Escolas, creches, hospitais de qualidade, parques, teatro, cinemas, bibliotecas, saneamento, transporte público, entre outras coisas, também são necessários para alcançarmos as cidades “ideais”.

A cidade ideal ainda é uma utopia distante da nossa realidade, porém, cumprindo algumas metas podemos torná-la possível.

Cidades Ideais e Cidades Sustentáveis

Em 2015 a ONU lançou a Agenda 2030, um plano global para mudar o mundo em quinze anos. Diversos países se comprometeram em tomar medidas para alcançar os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos nesse documento.

Dentre os objetivos, temos o Cidades e Comunidades Sustentáveis que possui algumas metas para tornar as cidades inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. As metas para cidades sustentáveis conversam com o esperado para a cidade ideal.

A primeira meta é garantir que todos tenham acesso a habitação segura, adequada e a preço acessível, além de urbanizar as favelas. Em maio de 2018 foi realizado um levantamento sobre o déficit habitacional no país, pelo menos 6,9 milhões de famílias não possuem casa para morar enquanto 6,05 milhões de imóveis estão desocupados.

A segunda meta quer garantir o acesso a sistemas de transportes seguros, acessíveis e sustentáveis com preço acessível para todos. No momento, a realidade dos usuários de transporte público nos grandes centros urbanos está muito distante disso.

No ano passado uma pesquisa apontou que a insegurança com o transporte público faz com que os brasileiros deem preferência para o particular.A terceira meta se refere ao aumento da urbanização de maneira inclusiva e sustentável, trabalhando uma gestão participativa. Algumas prefeituras aqui do Brasil já se atentaram a essa meta e começaram a trabalhar com plataformas inovadoras, como o aplicativo do Colab, para ter mais canais de comunicação com o cidadão, aumentando sua participação.

Proteger o patrimônio cultural e reduzir o número de mortes e pessoas afetadas por catástrofes, assim como as perdas econômicas causadas por esses episódios, também são metas para que as cidades sejam mais sustentáveis.Ainda existem metas relacionadas a proporcionar o acesso universal a espaços públicos que sejam seguros e inclusivos, principalmente para crianças, pessoas com deficiência, idosos e mulheres e apoiar relações econômicas, sociais e ambientais nas áreas urbanas.

Cidade Ideal, o que significa?

Agora que você conhece as metas que compõem a cidade sustentável idealizada pela ONU, está na hora de entender como elas formam a cidade ideal.

A cidade ideal é aquela onde todos os habitantes, ou pelo menos sua maioria, têm residências seguras para habitar com acesso a saneamento básico, com escolas, lazer e serviços públicos, como hospitais, próximos.

Nessa cidade o transporte público é seguro e acessível para todos, tanto no valor cobrado pela passagem quanto no acesso para deficientes. Os gestores públicos dessa cidade contam com a ajuda da população para fiscalizar os serviços oferecidos pela prefeitura e propor melhorias.

As oportunidades de emprego também estariam mais próximas do cidadão, para diminuir o tempo gasto para chegar ao trabalho, assim como os museus e espaços públicos de lazer.

A cidade ideal teria planos para minimizar os prejuízos em catástrofes e garantir o bem-estar da população mais vulnerável, além de ser planejada para respeitar o meio-ambiente.

Contudo, essas metas não precisam ser alcançadas de uma vez. Pequenas mudanças como na comunicação entre o setor público e o cidadão e o uso da tecnologia para ajudar a gestão pública, já contribuem muito para melhorar a cidade.

E você, gestor? O que está fazendo para transformar a sua cidade? O LINK - Curso de Gestão Pública Colaborativa do Colab University pode te ajudar. Acesse: https://www.colab.university/turma2 e saiba mais!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.