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23.7.2019

Como tornar a cidade mais criativa?

As cidades podem ser criativas? Com os projetos certos e servidores públicos engajados, sim! Descubra como neste artigo ;)

Quando falamos de criatividade pensamos logo em pessoas criativas como pintores, escultores, músicos e artesãos. Mas, e as cidades, será que elas podem ser criativas? Com os projetos certos e servidores públicos engajados, as cidades podem “ser” mais criativas e inovadoras.

Quer tornar a cidade mais criativa? Então fique de olho nessas dicas.

As Cidades Criativas

Por muitos anos foi um desafio para quem trabalha com o setor público conquistar liberdade para ser criativo dentro da organização, ainda bem que o cenário está mudando e tem muita gente legal falando sobre isso.

A Ana Carla Fonseca, por exemplo, é administradora pública, economista e doutora em urbanismo, ela apresentou o TEDx “O que faz uma Cidade ser Criativa?” que serviu de referência para este artigo com as três características básicas que as cidades que desejam ser criativas precisam trabalhar. Essas características são:

Inovação

A cidade que está constantemente se reinventando é uma cidade criativa.

A reinvenção não é destruir os prédios antigos e substituir por construções modernas, ela pode ser vista como a adaptação da cidade para atender da melhor forma as necessidades da população.

Prédios históricos podem ser transformados em bibliotecas, locais de lazer com exposições e até hotéis para incentivar o turismo na região – como é o caso dos hotéis luxuosos que no passado eram presídios.

Em São Paulo um exemplo de reinvenção é o Parque da Juventude. Quem passa pelo parque cheio de opções de lazer, quadras de esporte, biblioteca e até uma ETEC não consegue imaginar que aquele lugar já abrigou o Complexo Penitenciário Carandiru.

Aproveitando-se de um espaço cheio de histórias de dor, a administração de São Paulo criou um novo local de lazer e cultura para os moradores da zona norte da cidade.

Conexões

Quanto maior a cidade, mais rápida é a vida de seus moradores. Em meio a rotinas corridas, as pessoas costumam perder suas conexões com a cidade onde moram. Para que a cidade seja mais criativa, os habitantes devem se reconectar com ela. Toda cidade tem sua história e a valorização do passado pode contribuir para que ocorram mais conexões entre os moradores e a cidade. Mas como as pessoas vão conhecer a história da cidade?

Placas informando sobre o que aconteceu naquela região em algum prédio importante ou estações de metrô próximas, propostas de passeios por pontos históricos e divulgação de curiosidades históricas da região facilitam a divulgação dessas informações.

Cultura

Um dos pilares de qualquer sociedade é a cultura, por esse motivo ela deve ser constantemente valorizada pela administração pública.

A gastronomia local tem suas peculiaridades? Artesanato? Folclore? Essas e outras coisas mostram um pouco da cultura da cidade e podem ser expostas através de festivais e feiras no centro, facilitando o acesso dos cidadãos e turistas a elas.

Através de pequenas ações criativas, a cidade consegue se aproximar da população promovendo sua cultura e novas conexões.

Conhece algum exemplo legal de cidade criativa? Compartilhe conosco nos comentários e continue navegando no blog para aprender mais sobre gestão pública.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária metida a escritora que gosta de falar sobre criatividade na gestão pública e é uma grande amante dos pães de queijo.