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16.4.2015

Como você pode construir uma sociedade melhor?

Você está satisfeito com a cidade onde mora? Separamos 5 dicas para mostrar como você pode ajudar a construir uma cidade melhor.

Você está satisfeito com a cidade onde mora? Ela oferece boas condições de mobilidade e lazer? A prefeitura realiza o trabalho de zeladoria de forma eficiente? Sabemos que toda cidade tem seus problemas, principalmente as grandes metrópoles, mas a solução mais escolhida acaba sendo calar e deixar as coisas acontecerem. Muitos apenas reclamam nas redes sociais e pronto. Acham que fizeram sua parte.

Sim, votar conscientemente é parte da solução, mas cobrar e propor soluções também. Hoje, a tecnologia tornou mais viável se engajar e lutar por uma sociedade melhor, por uma cidade mais confortável e democrática. Não só porque é possível publicar nas redes sociais, mas principalmente por facilitar a divulgação de debates e abrir portas para um diálogo, além de aproximar cidadão e governo. Assim, separamos neste post algumas sugestões de como você pode ajudar a construir uma sociedade melhor com simples atitudes. Quer saber mais sobre como ajudar? Como contribuir para melhorias coletivas? Então confira o que preparamos pra você.

1. Seja um cidadão ativo

A solução mais fácil é se acomodar, reclamar, voltar para casa e assumir uma postura apolítica – o que contraria a tese de Aristóteles, de que “somos, por natureza, um animal político”. A saída é ser ativo, não achar que está tudo bem e que os problemas já fazem parte da paisagem. Participe de reuniões da comunidade, veja o que as subprefeituras estão fazendo, procure os representantes da população nos órgãos oficiais, denuncie nos perfis das instituições nas redes sociais. O caminho é longo, mas ele só ficará mais fácil de ser ultrapassado a partir do momento em que você começar a percorrê-lo.

2. Manifeste-se por causas que atendem à maioria

Pense no que é melhor para a sociedade. Propostas de ações para benefício coletivo são sempre mais viáveis e tomam maior força por essa maioria que se identifica à causa. Propostas que são colocadas em votação ou sugeridas e suportadas pelo coletivo, pode trazer melhorias significativas no local implantado. Lembre-se que ser individualista na solução de questões pode ser um atraso, já que todos também têm questões particulares que querem ver resolvidas.

3. Utilize os canais à disposição

Hoje, existem dezenas de canais para se manifestar. As várias redes sociais devem ser usadas de forma consciente, em conjunto, para chamar a atenção, primeiro da sua comunidade, depois das autoridades. Aplicativos também servem como plataforma de comunicação e de manifestação. Programas que avisam sobre o trânsito, que relatam problemas locais, que intermedeiam a relação entre cidadão e governo estão à disposição. Não dá para dizer, atualmente, que não é possível se manifestar e procurar diálogo com os governos.

4. Agrupe-se

Sozinha, a voz tem alcance curto. Mas em grupos fica mais fácil ser ouvida. Então, encontre amigos, amigos de amigos, promova as reivindicações, faça campanha nas redes sociais, divulgue os canais de comunicação. O agrupamento amplia a voz e dá autoridade ao protesto.

5. Ofereça soluções

Criticar é fácil. Sugerir soluções para os problemas relatados é um salto de qualidade na manifestação. Não importa qual seja a reivindicação, de banco quebrado numa praça a uma mudança de mão na rua, da placa que caiu à criação de um parque, o engajamento social passa por apresentar propostas, por ajudar na solução dos problemas.

Seu grupo pode pedir ajuda a especialistas para criar um plano de soluções, de forma a qualificar não só a reivindicação, mas principalmente a proposta. E você? O que faz para melhorar a sociedade? Tem ou participa de algum projeto para melhorias coletivas? Deixe seu comentário contando pra gente!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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