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18.6.2015

Conheça mais o centro da cidade!

O centro da cidade é a região onde podemos aprender mais sobre a história do local em que moramos. Saiba porque você deve investir seu tempo em conhecer mais o centro da cidade neste artigo!

A atitude mais comum entre as pessoas é de encarar o centro da cidade das grandes metrópoles como um lugar apenas de trabalho e consumo. Ou seja, enxerga-se o centro como um lugar de passagem e cumprimento das obrigações, e não como um lugar para se estar, contemplar e realizar trocas diversas. O habitual é passar pelo centro o mais rápido possível e ir embora dele o quanto antes, para se preservar do caos, do trânsito e muitas vezes, do risco de violência.

Mas você já pensou o quanto essa atitude é impensada e automática, e em como você pode estar desperdiçando experiências incríveis nessa singular parte da sua cidade, onde muita coisa interessante também acontece? Pensando em incentivá-lo a conhecer mais o centro da sua cidade e mudar a sua relação com ele, trouxemos alguns argumentos e algumas dicas do que pode ser feito e aproveitado. Acompanhe conosco!

História da cidade

O centro das grandes cidades são, geralmente, a parte mais antiga delas, onde a urbanização e o povoamento se iniciou. Sendo assim, é no centro da cidade que se encontram os prédios mais antigos, a arquitetura de outra época e as memórias mais valiosas de sua cidade. Que tal percorrer as ruas do centro observando essas construções e os detalhes que destoam das novas construções e projetos mais modernos? É sempre possível encontrar prédios tombados pelo patrimônio histórico, construções da época imperial que remetem à arquitetura portuguesa/europeia e muitas outras preciosidades.

Fotografia do Marco Zero de São Paulo na Praça da Sé

Encontro de diversidades

É no centro que se encontram as pessoas dos mais diversos bairros da sua cidade e as pessoas que vem de outras cidades — o que faz misturar classes, cores, credos e várias outras diferenças. Que tal ver isso com outros olhos e encarar que esse é um caldeirão de riqueza cultural? No centro da cidade, você pode ver apresentações artísticas de rua, artesanatos de várias origens, pessoas com estilos e estética diferentes e várias manifestações culturais espontâneas. Experimente se sentar em um lugar propício para contemplar as pessoas e veja como essa diversidade é interessante e rica.

Praças e parques

A maioria dos centros urbanos possui praças e parques que se mostram como um verdadeiro refúgio do barulho e do caos aparente de suas ruas e avenidas. Que tal se apropriar desses espaços e encará-los como efetivamente públicos e feitos para as pessoas?

Você pode propor encontros e picnics com os seus amigos, pode convocar apresentações artísticas e musicais, pode simplesmente parar para descansar e fazer um lanche, pode fazer caminhadas ou pode simplesmente não fazer nada! Esses lugares são exatamente aqueles que nos liberam das obrigações, da necessidade de consumir para permanecer em um local e do círculo vicioso da produtividade. Você verá como o centro parecerá menos opressor ao frequentar esses locais!

Museus e igrejas

É também no centro que ficam os principais museus e as igrejas mais antigas da sua cidade. Mesmo que você não seja religioso, visitar as igrejas para ver suas construções e seus altares pode ser muito interessante. Os museus, por sua vez, podem contar com exposições de temáticas diversas e obras raras. Além disso, os museus tendem a ser em prédios antigos encantadores, que já são, por si só, uma atração.

E então, o que achou de nossas orientações? Você está disposto a conhecer melhor o centro da sua cidade e a estabelecer uma relação mais interessante com ele? Se quiser relatar alguma experiência particular sobre esse assunto, escreva pra gente!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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