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30.10.2018

Consulta ONU-Habitat em parceria com o Colab já conta com mais de 4.000 participações

Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas segundo a ONU. Apenas no Brasil, essa parcela é de quase 85%. Saiba como participar da nossa consulta aqui!

Hoje, mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas segundo a ONU. Apenas no Brasil, essa parcela é de quase 85%.

Em meio a esta realidade, a ONU-Habitat em parceria com o Colab, lançou no dia 01 de outubro de 2018 (Dia mundial do Habitat) a consulta pública sobre cidades e comunidades sustentáveis. As 29 perguntas de múltipla escolha já foram respondidas por mais de 4 mil brasileiros. Entre os temas abordados, encontram-se: transporte, inclusão, serviços básicos e transparência.

A pesquisa ficará no ar até 24 de dezembro, e questiona a percepção dos brasileiros sobre sustentabilidade nas suas cidades em relação aos dois anos anteriores. Até o momento, os estados que lideram o número de respostas da consulta são: Rio de Janeiro, seguido por São Paulo e Rio Grande do Sul.

Os Dados

A percepção sobre a ampliação do acesso a serviços básicos, como água potável, eletricidade, saneamento e coleta de resíduos, destaca-se como um dado positivo por amostragem. Em contrapartida à percepção do aumento de favelas e assentamentos informais, chegando à 97% no Rio de Janeiro e mantendo-se em 91% em Niterói, São Paulo e Porto Alegre. Segundo um dado levantado pela assessoria de imprensa do Colab, o aumento da poluição do ar aparece como uma realidade para 45% dos brasileiros que responderam à pesquisa. Só na capital paulista, 79% dos participantes apontam que a poluição aumentou nos últimos dois anos.

E você? Qual a sua percepção em relação aos dados? Você concorda? Conta pra gente!

"Já é possível ver, pelos resultados, que as diferenças entre as cidades são muitas. Por isso, a colaboração dos cidadãos é fundamental para que o diagnóstico de cada local seja preciso e gere as melhores soluções", afirma Gustavo Maia, CEO e cofundador do Colab. "A tecnologia está ajudando nesse diálogo entre a população e poder público."

A Consulta

A consulta digital tem o objetivo de auxiliar o ONU-Habitat e municípios brasileiros a alcançarem o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável (ODS 11), que visa tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis até 2030.Escrevemos um artigo sobre Tudo o que você precisa saber sobre a consulta do ONU-Habitat em parceria com o Colab. Confere lá ;)

Banner de Clique e Responda da pesquisa

Quero responder a pesquisa!

Para responder, é muito fácil! Basta acessar: www.colab.re. São 29 perguntas de múltipla escolha e leva-se menos de 3 minutos para responder. No final, você conseguirá ver em um gráfico, a sua percepção em relação a cidade onde você mora, e a percepção nacional.

Tela do Colab com a Pesquisa aberta

Parcerias

Em correalização com a Artemisia (aceleradora Colab), a consulta conta com a parceria do Instituto Vedacit, o braço de investimentos sociais da Vedacit. E a Vital Strategies, organização global presente em mais de 60 países que combina estratégias baseadas em evidências com inovação para ajudar a desenvolver e implementar políticas sólidas de saúde pública.

Faça parte do nosso time de parceiros! Escreva para: contato@colab.reQue ajudar a transformar a sustentabilidade em nossas cidades? Participe da consulta! Chame seus amigos e parentes para participar também! Caso precise de mais informações, basta conversar conosco! Estamos aqui para ajudar! Vamos juntos! :)

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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