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19.2.2021

A força do Crowdsourcing para novas iniciativas colaborativas

Entenda como este processo digital de contribuição colaborativa pode favorecer ideias inovadoras para o setor público.

Recentemente houve um fenômeno polêmico na bolsa de valores mundial, que agitou investidores e causou interesse global a partir de uma ação colaborativa feita para uma empresa americana, a GameStop. Essa história será o nosso ponto de partida para falar sobre uma grande mudança de comportamento que segue junto com a evolução digital e que foi tema do artigo do Apolitical escrito por Josh Solinger, analista de dados de operações em Pierce County, Wisconsin. 

Contextualizando

Mas antes de entrar no foco da discussão, vamos resumir o que de fato aconteceu com a GameStop, ela foi o alvo de um crowdsourcing - termo descrito por Jeff Howe e usado para explicar o processo de obtenção de serviços, ideias ou conteúdo gerado a partir de um grande grupo de pessoas, especialmente da comunidade online. Essa movimentação de crowdsourcing aconteceu na rede Reddit, na qual um grupo de pessoas apostaram contra a queda das ações da empresa que nunca havia lucrado e que "do nada" teve um verdadeiro disparo positivo a partir dessa atitude coletiva. Essa manobra é conhecida na bolsa de valores como short squeeze

O que é short squeeze?

É o termo usado para uma movimentação que acontece em uma ação da bolsa que sobe depressa e faz com que investidores que apostaram na queda dessa ação sejam obrigados a comprá-la rapidamente, evitando assim prejuízos maiores. Consequentemente, ao invés do preço cair, ele sobe e o fundo de investimentos precisa comprar por um preço maior do que o esperado, antes que suba ainda mais. 

Aplicado à história da empresa americana de games, o valor das ações que era de US $17 teve uma alta em janeiro para aproximadamente US $350. Segundo Josh, o mecanismo pelo qual o preço das ações disparou, com o ato de muitas pessoas comprando ações ao mesmo tempo, não é novo. O que marcou como uma ideia inovadora esse movimento foi a forma que aconteceu, através da campanha de crowdsourcing nas redes sociais.

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Crowdsourcing no setor público

A comparação feita no artigo está exatamente na força de um ideal pensado e feito coletivamente, que somado a tecnologia, levará a sociedade a novos lugares, que são surpreendentes e perturbadores ao mesmo tempo. Nas palavras de Josh, esse cenário aplicado à realidade tem duas saídas para os gestores: tentar surfar na onda ou ser engolido por ela. "São os desenvolvimentos em ideias de crowdsourcing em um setor de tecnologia próspero que devem fornecer um roteiro para os governos locais enquanto fazem a transição do modo de sobrevivência."

A partir da análise do artigo, resumimos em 4 tópicos o que Josh Solinger acredita ser um aprendizado em tempo real para ser utilizado em decisões públicas que envolvem o potencial dos gestores e da população. Veja abaixo suas ideias implementadas na gestão pública.

1- A união faz a força: A quantidade de novas informações que os servidores públicos do governo local devem aprender para se manter relevantes requer mais generalização e adaptabilidade. Porém, a informação não para de chegar e a chance dela ficar obsoleta é grande. Josh acredita que uma mentalidade generalista será importante para fazer parte da mudança que os governos lutam para terem novas ideias e conceitos.

 "Para os servidores públicos, o risco é que fiquem paralisados ​​pela sobrecarga de informações. A boa notícia é que não precisamos lidar com todas essas informações sozinhos. No Reddit, como as informações estavam disponíveis gratuitamente, uma comunidade de oito milhões de pessoas foi capaz de produzir um resultado extraordinário. Não há motivo para não podermos fazer algo igualmente ambicioso no governo, se apenas fizermos um convite para todos participarem." comenta em seu artigo.  

2- Tenha uma relação de amizade com o cidadão: Convidar pessoas de fora para fazerem parte de processos, formulários, pesquisas e documentação é um passo importante no envolvimento de uma gestão, principalmente pública, no qual essas pessoas são os cidadãos. Eles irão se sentir importantes contribuindo com processos que fazem parte de uma escala muito maior que um só grupo de pessoas.

"Os servidores públicos devem fazer sua parte para deixar de lado as normas tradicionais de burocracia opaca e pensamento isolado. Em vez disso, eles devem estar dispostos a tornar sua prestação de serviços vulneráveis ​​a exames críticos por 'especialistas cidadãos' e adotar um pensamento em nível de sistema para usar a riqueza crescente de conhecimento em suas comunidades." conclui Josh. 

3- Decisões a partir de análise de dados: "Se os governos locais quiserem acompanhar o ritmo de crescimento da informação, eles terão que ser ágeis e gastar menos tempo trabalhando em estruturas burocráticas." argumenta Josh, que para ele a ideia de inovação colaborativa parte da utilização e análise de dados usado com inteligência integrada pelos departamentos de uma gestão. 

4- A tecnologia a favor da transformação: Já sabíamos do grande potencial que tem quando juntamos uma intenção coletiva a uma ferramenta da tecnologia, na pandemia ficou ainda mais claro que essas atitudes irão transformar, e muito, a nossa dinâmica como pessoas e como sociedade. Josh visualiza que em breve plataformas digitais e os aplicativos serão um requisito para os governos acompanharem as mudanças mundiais e para além disso, os cidadãos também terão participação ativa nessas mudanças. Até parece que ele está falando do Colab, né?  Mas sim, podemos tê-lo como exemplo, já que a solução de gestão pública colaborativa explora esse tipo de recurso tecnológico como ponte entre cidadão e gestão a fim de contribuírem para uma construção de comunidades melhores. 

"Isso exigirá que os governos entendam melhor as informações. Se não o fizermos, o risco é que os cidadãos engajados não vejam seus governos locais como parceiros na construção da comunidade", finaliza Josh. 

Portanto vale de exemplo prático o que aconteceu na bolsa, essa pauta específica de crowdsourcing pode ser aplicada em diferentes ocasiões, mas a ideia central é unir um grupo de pessoas com o mesmo interesse, uma causa específica, dentro da ferramenta certa! Essa é uma forte movimentação que pode surpreender - e transformar - uma rua, um bairro, uma cidade, um governo, um país… o mundo! 


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Lívia Donadeli

Sobre o autor

Jornalista de formação, marketeira por imposição. Sempre em busca de pessoas que inspiram. Uma entusiasta por movimentos sociais.