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4.2.2019

Cultura de Participação: Como acontece?

Quando foi a última vez em que você exerceu sua cidadania nos âmbitos político, civil ou social? Saiba sobre a cultura de participação e como ela funciona.

Pergunta rápida: quando foi a última vez em que você exerceu sua cidadania nos âmbitos político, civil ou social?

Provavelmente a sua resposta será “nas últimas eleições”, quando você se dirigiu até a urna para votar no candidato que acreditava ser o melhor para te representar. Ou talvez você diga que foi quando cedeu o lugar para alguém no transporte.

Essas são boas atitudes, acontece que a cidadania está além de apenas votar ou ceder seu lugar para idosos no transporte público, ela está atrelada a cultura de participação.

Neste artigo iremos falar sobre a cultura de participação, como ela acontece e como você está inserido(a) nesse processo.

O que é e como acontece a cultura de participação?

A palavra democracia nomeia  um governo onde o povo exerce a soberania, tendo direito a eleger seus representantes e a expressar suas opiniões políticas. Fica claro então que a participação da sociedade nas tomadas de decisão do governo é mais que necessário. A cultura de participação tem a ver com o despertar da consciência do cidadão de que ele pode e deve participar de assembleias políticas, assumindo que seu papel está além de votar nas eleições.

Para quem trabalha no setor público, engajar a população pode ser visto como um desafio de gestão pública. Mas não se assuste com a palavra “desafio”, na prática isso pode ser mais simples do que parece.

Através das redes sociais presenciamos um fenômeno da cultura de participação, a população fiscaliza seus representantes por meio de fanpages, compartilha notícias sobre o governo em seus perfis e expõe opiniões acerca das decisões tomadas. Quando compartilhamos esses conteúdos, estamos participando desse processo.

Isso mostra o despertar da consciência dos eleitores dentro da democracia, assumindo um papel mais ativo, e apresenta uma oportunidade para os governos de investir na cultura de participação. Já existem assembleias para engajar a população a participar da vida política e na tomada de decisões importantes, porém, para a construção de uma cultura de participação é necessário investir também onde a sua população tem voz: as mídias digitais.

Hoje em dia temos aplicativos para absolutamente tudo no celular, já está na hora de utilizar também para resolver os problemas da nossa sociedade. Aqui no Colab oferecemos um aplicativo que ajuda na comunicação da prefeitura com o cidadão.

Através do app, a prefeitura pode enviar dúvidas para a população, receber denúncias e resolver problemas da população. Para o cidadão, essa é uma maneira de contribuir para sua comunidade e para a prefeitura é a abertura de um novo e prático canal de comunicação com os habitantes de sua cidade.

E se você é servidor público e quer engajar a população a participar das decisões do seu município, conheça o curso do Colab University.

Nossa primeira turma foi um sucesso e você pode se inscrever na lista de espera da turma dois que em breve estará com as inscrições abertas!

Ficou com alguma dúvida sobre como é a cultura de participação? Tem algum exemplo legal dessa cultura na prática? Compartilhe conosco, adoramos aprender com vocês!Até a próxima!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.