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30.5.2018

Descubra como iniciativas colaborativas podem contribuir com a mobilidade das cidades

Transitar pela cidade é uma necessidade natural e em algum momento do dia você faz uso das calçadas e ruas da cidade. Neste artigo falamos da importância de cuidar das calçadas das nossas cidades.

Transitar pela cidade é uma necessidade natural, e mesmo que você utilize transporte público ou veículo próprio, em algum momento do dia você faz uso das calçadas e ruas da cidade, não é verdade?

Nesse trajeto você já deve ter se deparado com alguma calçada que apresenta buracos, postes no meio do caminho, ou desníveis muito grandes. Esses fatores dificultam o uso destas calçadas, principalmente por quem necessita de trajetos mais uniformes e livres de obstáculos, como idosos, crianças, pessoas com mobilidade reduzida, deficientes visuais e mulheres grávidas.

Montagem que mostra três fotos tiradas em calçadas irregulares

Maria Lima, Doutoranda em Gerontologia pela Unicamp, cuja linha de pesquisa é "Espaço de vida e Caminhabilidade", fala, em entrevista para o Blog Como Anda, que "precisamos estimular o caminhar como meio de deslocamento para que continuemos ativos tanto do ponto de vista físico, como do social. Ao caminhar pela cidade experienciamos a cidade de modo diferente da que dentro de um carro, por exemplo. Temos experiência sonora, sensibilidade à temperatura, os estímulos visuais, táteis (pisar uma calçada de pedra portuguesa, por exemplo, é uma experiência única). Além disso tudo, é a forma de deslocamento mais saudável e sustentável". E complementa: "para isso, é preciso engajamento de toda sociedade por um ambiente adequado para todas as pessoas". Enrique Peñalosa, urbanista colombiano e ex-prefeito de Bogotá, fala que 'se a cidade é boa para as crianças, os mais pobres e os mais fracos, então é boa para todos'".

Visando contribuir para a solução deste problema surgiu a campanha Calçada Cilada (#Cilada), que desde 2014 vem ajudando cidadãos e prefeituras a melhorarem as condições das calçadas, tornando-as mais caminháveis.

Mas o que seriam calçadas caminháveis e porque elas são importantes para as cidades?

Calçadas caminháveis são aquelas que não apresentam buracos, degraus ou obstáculos. Possuem rampas para garantir a acessibilidade, sem postes, lixeiras, bancos ou árvores que atrapalhem a circulação. Ou seja: são calçadas que facilitam a circulação das pessoas.

É muito importante considerar que as calçadas são uma das principais vias de acesso aos diversos serviços das cidades, assim, torná-las mais caminháveis é ao mesmo tempo reforçar o direito de acesso e de ir e vir de todos os cidadãos.

Como a Calçada Cilada (#Cilada) tem contribuído para a caminhabilidade nas cidades do Brasil?

Durante todo o mês de abril, a campanha Calçada Cilada (#Cilada) foi amplamente divulgada e contou com o aplicativo Colab para mapear os pontos mais críticos das cidades de todo o Brasil. De acordo com Silvia Stuchi, coordenadora da organização Corrida Amiga e idealizadora da campanha:

"O objetivo principal da campanha é convidar as pessoas a olharem mais para as condições de caminhabilidade de suas cidades, e fiscalizar as calçadas usando categorias pré-estabelecidas, e assim, colaborar com a prefeitura, indicando os pontos que precisam de maior atenção. A ideia é que esses pontos mapeados sirvam posteriormente de subsídios para decisões dos gestores públicos na criação de medidas visam melhorar a mobilidade e o planejamento urbano na cidade."

Quais foram os resultados de 2018?

Em 2018 foram 2.547 calçadas mapeadas em 23 cidades! Um aumento de quase 60% no número de fiscalizações feitas em relação à edição anterior. Entre as categorias campeãs de fiscalizações temos “calçada irregular” com 73,6% de fiscalizações, seguida por “falta de rampa de acessibilidade” com 10,2% e “buracos na via” com 3%. O relatório completo da campanha pode ser acessado clicando nesse link aqui. A campanha desse ano trouxe ainda alguns recortes nos quais é possível verificar dados de participação por gênero, idade e região.

Tela do aplicativo colab com uma denúncia de calçada irregular

Esse é o segundo ano que o aplicativo do Colab é usado como a principal ferramenta de fiscalização das calçadas. Por meio da plataforma Colab é possível localizar rapidamente todas as calçadas mapeadas devido ao georreferenciamento das publicações. Além disso foi possível realizar um cruzamento de dados para avaliar as categorias por cidade participante. A conveniência digital e a gestão de dados do aplicativo favorecem seu uso para serviços de fiscalização e zeladoria de pontos da cidade.  

Nós do Colab,  junto com o Instituto Corrida amiga, gostaríamos de agradecer a todos que, de alguma forma, ajudaram e participaram da Calçada Cilada (#Cilada)! Foram diversas organizações e movimentos atuando em conjunto, eventos espalhados em diversas cidades, além de Prefeituras colaborando e incentivando a ação. A campanha de fato mobilizou muita gente e foi um sucesso!

Ficou inspirado para fazer uma campanha pelo Colab? Então leia os 6 passos para mapear sua cidade gratuitamente!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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