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3.1.2022

Economia circular: Entenda como construir sistemas sustentáveis

Modelo de cidades que estão construindo uma economia circular a partir do lixo pode ser uma realidade cada vez mais próxima dos brasileiros.

O Brasil já é considerado um país que pode ser referência num futuro próximo de economia circular, mas o que isso quer dizer? De acordo com Mário William Esper, presidente da Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT), é a maneira de utilizar resíduos de forma inteligente para a transição e construção de novas fontes de sistema sustentáveis.

Sua atuação no Brasil ainda é pouco reconhecida, sendo apenas 37,1 insumos circulares, que significa o uso de materiais provenientes de reparos, recondicionamento, remanufatura, reciclagem ou renováveis. 

“Alguns países não querem reconhecer essa prática como energia circular, mas quando há transformação dos resíduos em combustível, contribui-se para a destinação mais adequada dos resíduos, em especial o urbano”, explica Esper na matéria publicada no Portal da indústria.  

Para fazer o paralelo com as questões públicas, trouxemos um artigo recentemente publicado no  site  Apolitical, onde Carolina Pozo, Fundadora da AVANTI Social Innovation traz alguns modelos de cidades com uma nova infraestrutura sustentável, utilizando recursos de economia circular.

“Nos últimos anos, alguns governos locais e nacionais tornaram-se mais ativos na concepção de projetos de cidades inteligentes, no entanto, existem exemplos empíricos muito limitados de infraestrutura inteligente e sustentável, incluindo as Ecocidades de Skellefteå na Suécia ou a recém-anunciada cidade de Telosa em os EUA”, exemplifica Carolina.

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Porém, como os gestores podem implementar tal prática nas políticas públicas de sua cidade se tornando escalonáveis e acessíveis? Segundo a fundadora, o primeiro passo é concentrar os esforços para construir uma infraestrutura funcional, modular e inteligente, que possa ser replicada em todo mundo para qualquer cidade, bairro ou vila. 

“Os tipos de materiais de construção são componentes fundamentais e é exatamente aí que entra em vigor um modelo de economia circular. Os governos podem começar a construir incentivos para parcerias público-privadas e facilitar a reutilização, reciclagem e reaproveitamento de resíduos.”

Para o Instituto Ellen Macarthur Foundation, organização que trabalha para mobilizar soluções de sistemas em escala global, com transição de economia circular por meio de ideias criativas, as soluções de sistemas circulares enfrentam outros desafios que precisam ser levados em conta, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, resíduos e poluição. 

Para combater o cenário atual, existem três princípios básicos que impulsionam novos projetos de economia circular, são eles:

  • eliminação de resíduos e poluição;
  • circulação de produtos e materiais - em seu valor mais alto;
  • regeneração da natureza. 

“A transição para uma economia circular implica dissociar a atividade econômica do consumo de recursos finitos. Isso representa uma mudança sistêmica que constrói resiliência de longo prazo, gera negócios e oportunidades econômicas e fornece benefícios ambientais e sociais.” complementa.

A fundação já atua com alguns projetos nas cidades de São Paulo e mais recentemente em Curitiba. Na capital paulistana, Ligue os Pontos faz parte de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento em conjunto com outras secretarias e a Prefeitura de São Paulo, que promove o desenvolvimento sustentável de território rural dentro da cadeia da Agricultura, gerando economia circular dentro de restaurantes, feiras e aplicativos. 

Essa é apenas uma iniciativa de muitas que podem ser desenhadas pelos gestores públicos. Segundo Carolina, os modelos de economia circular devem se tornar um padrão para o desenho de políticas, a infraestrutura sustentável, o padrão para novas cidades e o que conhecemos como resíduos como um novo ativo valioso.

Porém, como os gestores podem implementar tal prática nas políticas públicas de sua cidade se tornando escalonáveis e acessíveis? Segundo a fundadora, o primeiro passo é concentrar os esforços para construir uma infraestrutura funcional, modular e inteligente, que possa ser replicada em todo mundo para qualquer cidade, bairro ou vila. 

“Os tipos de materiais de construção são componentes fundamentais e é exatamente aí que entra em vigor um modelo de economia circular. Os governos podem começar a construir incentivos para parcerias público-privadas e facilitar a reutilização, reciclagem e reaproveitamento de resíduos.”

Para o Instituto Ellen Macarthur Foundation, organização que trabalha para mobilizar soluções de sistemas em escala global, com transição de economia circular por meio de ideias criativas, as soluções de sistemas circulares enfrentam outros desafios que precisam ser levados em conta, como mudanças climáticas, perda de biodiversidade, resíduos e poluição. 

Para combater o cenário atual, existem três princípios básicos que impulsionam novos projetos de economia circular, são eles:

  • eliminação de resíduos e poluição;
  • circulação de produtos e materiais - em seu valor mais alto;
  • regeneração da natureza. 

“A transição para uma economia circular implica dissociar a atividade econômica do consumo de recursos finitos. Isso representa uma mudança sistêmica que constrói resiliência de longo prazo, gera negócios e oportunidades econômicas e fornece benefícios ambientais e sociais.” complementa.

A fundação já atua com alguns projetos nas cidades de São Paulo e mais recentemente em Curitiba. Na capital paulistana, Ligue os Pontos faz parte de uma iniciativa da Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento em conjunto com outras secretarias e a Prefeitura de São Paulo, que promove o desenvolvimento sustentável de território rural dentro da cadeia da Agricultura, gerando economia circular dentro de restaurantes, feiras e aplicativos. 

Essa é apenas uma iniciativa de muitas que podem ser desenhadas pelos gestores públicos. Segundo Carolina, os modelos de economia circular devem se tornar um padrão para o desenho de políticas, a infraestrutura sustentável, o padrão para novas cidades e o que conhecemos como resíduos como um novo ativo valioso.

Lívia Donadeli

Sobre o autor

Jornalista de formação, marketeira por imposição. Sempre em busca de pessoas que inspiram. Uma entusiasta por movimentos sociais.