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27.8.2015

Equipes ainda trabalham para resolver danos causados pelo vendaval em Santos

A cidade de Santos foi atingida por um intenso vendaval. Saiba quais locais foram mais afetados por ele nesse post.

Com o recente vendaval na cidade, a Defesa Civil de Santos registrou até as 11:30h de hoje, quinta-feira (27/08), 22 quedas de árvores, além de parte de um telhado, materiais de construção e uma placa de propaganda, que ficou pendurada no local. Até agora foram realizadas 9 vistorias estruturais, e nenhuma vítima foi constatada.

As principais quedas de árvores foram nas ruas Alexandre Fleming (Aparecida), Torquato Dias (Morro da Nova Cintra), Visconde de Cayru (Campo Grande), Antonio Manoel de Carvalho (Marapé), Iguape com Cananéia, Etelvina de Paula Freire, Paraná com Carvalho de Mendonça, Julio Conceição, Nabuco de Araújo, Imperatriz Leopoldina, César Lacerda de Vergueiro, Barão de Penedo, Augusto Paulino (entre Ana Costa e Pará), Praça do Carmo com Canal 7 e Frei Francisco Sampaio, após o Canal 5.

Além das árvores caídas, outro problema foi o mal funcionamento de diversos semáforos da cidade, e a falta de luz em vários bairros. Até hoje pela manhã, a CET-Santos identificou 27 cruzamentos com semáforos apagados pela falta de energia, que já estão sendo reparados.

As principais vias afetadas foram: Av. Nossa Senhora de Fátima, Av. Ana Costa, Av. Washington Luis, Av. Pinheiro Machado, R. Senador Feijó, Av. Afonso Pena e Orla. A CET também prestou apoio à Defesa Civil, com o bloqueio de sete vias onde houve queda de árvore. Na Rua Olavo Bilac, no bairro da Pompéia, houve queda de tapume de um edifício em construção e a via ficou fechada para o tráfego de veículos entre a Orla e a R. Floriano Peixoto. Em cada uma das vias foi posicionado um operador de tráfego para organizar o trânsito, totalizando 34 agentes nas ruas, além de outros 6 dando apoio na Central de Controle Operacional.

Fonte: http://www.santos.sp.gov.br/?q=node/888137/

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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