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7.3.2019

Gestão de Resultados: Como Construir uma Cidade de Impacto

O desafio que muitos gestores enfrentam diariamente é como podem trabalhar para construir uma cidade de impacto. Trouxemos esse artigo para ajudar os gestores ;)

Como podemos construir uma cidade de impacto?

Esse é o desafio que muitos gestores públicos encontram quando ao assumir os seus cargos. Para alcançar essa meta são necessárias duas coisas: conhecer a cidade e trabalhar a gestão de resultados.

O que é Gestão de Resultados?

O termo gestão de resultados – conhecido em inglês como Management by Objectives ou Management by Results –, surgiu na obra “The Pratice of Management” de Peter Drucker e é um modelo de administração conhecido pelo foco em resultados.

A palavra-chave para o modelo criado por Drucker é resultados. Por isso, seu principal diferencial do modelo de gestão tradicional é priorizar os resultados antes dos processos e metodologias.

Outras características da gestão de resultado são enxergar as responsabilidades como de todos, independente das funções que desempenham, e integrar as unidades de negócios para que contribuam em suas tarefas, estimulando a interação entre setores e a colaboração.

Impactando a Cidade

Após arrumar a sua organização aplicando o modelo de gestão de resultados, chega a hora de trabalhar na construção de uma cidade de impacto. Para isso, você precisa conhecer sua cidade e as necessidades da população.

O Crescimento da Cidade

O cenário ideal para a população seria ter fácil acesso a comércio, trabalho e lazer na cidade, mas isso nem sempre é o que acontece.

As cidades estão crescendo cada vez mais de maneira horizontal, deixando as partes residenciais nas margens e as oportunidades de trabalho, comércio, lazer e afins no centro.Com isso, a população se torna dependente do transporte público e uso de carros particulares para se locomover diariamente.

Com as residências longe do centro, aumentam a demanda por transporte público de qualidade, o número de carros nas ruas o que pode causar congestionamentos e o tempo que o cidadão leva para chegar ao trabalho ou faculdade.

Esses problemas todos atrapalham a vida do cidadão e a rotina da cidade, prejudicando até mesmo o meio ambiente. Por isso, uma das etapas para ter uma cidade de impacto é estar atento ao crescimento dela.

A Colaboração das Pessoas

Quanto maior a cidade, mais difícil é para o setor público acompanhar todas as necessidades da população e se planejar para atendê-las de forma eficiente.

Entretanto, não podemos esquecer que a construção de uma cidade de impacto não depende apenas do setor público e as pessoas também podem ajudar nessa missão.

Através das consultas públicas o poder público pode criar políticas validadas pela opinião da população, mas para ser eficiente a comunicação entre o setor público e o cidadão deve ser uma via de mão dupla. Ou seja, a população precisa ter voz.

Algumas prefeituras estão investindo em novos canais de comunicação com a população, como o uso do aplicativo Colab que oferece para a população um canal de comunicação menos burocrático.

Usando o celular, qualquer cidadão pode divulgar fotos e denunciar problemas em seu bairro ou comunidade, como estacionamentos ilegais, problemas nas vias e depredação de patrimônio público.

As denúncias são encaminhadas para os setores responsáveis, ajudando a prefeitura a conhecer as necessidades reais daquele local.

O aplicativo permite que a prefeitura crie enquetes e envie para saber a opinião dos moradores sobre mudanças, por exemplo, a criação de ciclovias ou a as atrações de algum evento público na região.Trabalhar a cultura de participação é só o primeiro passo para construir uma cidade que impacte positivamente seus habitantes. 😉

Gosta de aprender sobre gestão pública? Então continue navegando pelo blog, temos muitos artigos incríveis para te ensinar mais sobre o tema.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.