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11.3.2019

Gestão Pública do Amanhã: O Modelo de Transição

A gestão pública colaborativa é implementada através de fases, neste artigo falamos sobre o modelo de transição no qual ela se apoia.

Onde as pessoas que querem transformar a gestão pública no Brasil devem focar seus esforços? Como elas podem atuar para revolucionar nossos serviços públicos?Essas são perguntas que vimos muita gente quebrando a cabeça para responder nesses anos todos de Colab, muitas vezes a pessoa está inserida no setor público e não sabe as respostas.

Percebemos isso e que muitas pessoas queriam aprender mais e para se tornarem agentes de transformação dentro do setor público, por isso criamos a série Gestão Pública do Amanhã onde abordamos esse e outros temas.

O primeiro episódio fala sobre a gestão pública como é hoje e o modelo de transição para uma gestão mais inovadora, mas para entender esse modelo precisamos antes entender quem está contribuindo e como para que ele funcione.

Os Setores

É comum ver pessoas falando sobre o primeiro, segundo e terceiro setor, porém ,aqui incluímos o cidadão, academia e o contexto políticos como “setores” com agentes de transformação.

O primeiro setor é o público, ou seja, prefeituras, secretarias e o governo. Esse setor aparenta estar atrasado em comparação aos outros, como se não estivesse se atualizando para a era tecnológica de transição pela qual estamos passando.

Quando falamos em transformação no setor público, estamos falando em transformar as pessoas que o compõem para que a mudança venha de dentro de altere a organização.

O segundo setor é a iniciativa privada também conhecida como mercado. O mercado vem se reinventando e cresce o número de startups, empresas de consultorias, serviços e até aplicativos que estão surgindo para auxiliar o setor público e promover mudanças.

A iniciativa pode ser privada, mas as mudanças são para todos.O terceiro setor é mais conhecido por pensar no bem público, aqui entram as ONGs com seus voluntários que buscam ajudar os cidadãos através de projetos que não possuem apoio financeiro dos governos.

O cidadão são os habitantes da cidade que podem contribuir para as mudanças auxiliando ONGs, cobrando serviços do setor público, fiscalizando o que está sendo feito e exercendo sua cidadania.

A academia reúne todos que estão estudando e analisando a gestão pública, assim como criando conteúdos profundos sobre o tema. Infelizmente, ainda falta uma ponte que leve esse conteúdo da teoria para a prática.

O contexto político fala sobre o ambiente político e como as mudanças nele podem afetar a gestão pública. Alguns fatores do contexto político que afetam a gestão pública são o período de eleições, orçamento disponível e o apoio que o governo possui para tomar certas medidas.

O contexto político é um dos agentes de maior peso, por isso é necessário entendê-lo para saber quais medidas podem ser tomadas para tirar os projetos de inovação do papel.

Com tantos setores envolvidos e tanta gente que os compõem, o que falta é criar um link que os conecte para termos uma melhor gestão pública.

É sobre esse link e outras coisas que iremos falar nos episódios da série Gestão Pública do Amanhã, se você ainda não se cadastrou aproveite para entrar agora no site e deixar o seu melhor e-mail que vamos te enviar o acesso para o conteúdo.

Continue acompanhando o blog para saber mais sobre gestão pública colaborativa. 😉

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.