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15.3.2019

Gestão Pública do Amanhã: O Triângulo da Gestão Pública

Conheça o triângulo da gestão pública, uma metodologia que nos apoia a implementar a gestão pública colaborativa nas cidades.

O que é o triângulo da gestão pública?

Neste artigo vamos resumir esse conteúdo, mas se você quiser conferir na integra e de graça pode acessar o site da Gestão Pública do Amanhã e se cadastrar.

Conhecendo o Triângulo da Gestão Pública

Os pilares do nosso triângulo são:

Gestão e Serviços Eficientes

Esse pilar é para garantir que qualquer projeto na gestão pública seja bem implementado, trazendo metodologias da gestão privada, como a gestão de pessoas, para ser mais eficiente.

Esse pilar também faz uso dos dados para validar suas decisões, afinal...“

Uma coisa é querer trabalhar melhor, outra é trabalhar melhor se baseando em dados.”
- Gustavo Maia, fundador do Colab.

Participação Popular

O cidadão se sente melhor quando participa das melhorias da cidade, quanto mais cidadãos participarem mais engajamento na criação de uma cultura de participação haverá.

Através da cultura de participação, a prefeitura ganha novos braços tendo a ajuda do povo para fiscalizar a qualidade dos serviços públicos oferecidos, responder a consultas públicas e planos participativos como decidir o que será ou não privatizado na cidade.

Engajamento para as Cidades

Trazer o cidadão para perto da gestão usando de forma correta a comunicação pública, a comunicação com o cidadão e a comunicação institucional.

Para engajar os cidadãos a contribuírem com a cidade é importante mostrar como suas observações são importantes para trazer melhorias e dar feedbacks sobre cada situação.

Todas as ações citadas neste artigo possuem aplicação prática e já foram utilizadas por prefeituras pelo país. Se você quiser saber mais sobre esse tema, assista a nossa websérie Gestão Pública do Amanhã, nos 3 episódios disponibilizados de forma gratuita abordamos diversos temas relacionados a gestão pública e a transição para o novo modelo dela. Disponíveis apenas até o dia 17 de março.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.