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20.4.2019

GovTech: O que é?

Provavelmente você está cansado(a) de ouvir sobre como a tecnologia está mudando a nossa rotina, mas sabia que ela também está impactando dentro dos governos? Saiba o que são e como atuam as GovTech.

Provavelmente você está cansado(a) de ouvir falar sobre como a tecnologia está mudando a nossa rotina, mas já ouviu falar sobre como ela também está impactando dentro dos governos?

Assim como as Fintechs estão trazendo novidades que revolucionam o mercado financeiro e as Edutechs buscam revolucionar a educação através da tecnologia, as Govtechs são uma evolução das startups para atender aos governos.

As Govtechs trazem soluções inovações com tecnologias disruptivas para atender às demandas de diversos departamentos do governo, beneficiando assim os servidores públicos e a população.

Como as Govtechs surgiram?

As Govtechs são o resultado da aplicação de tecnologia para sanar necessidades do setor público em diversos níveis. Como principais características essas empresas fornecem serviços que utilizam ferramentas digitais, conhecimento de servidores públicos engajados para ajudar a população e análise da Big Data para futuras soluções.

Os clientes das Govtechs são os governos, que podem se beneficiar dos serviços dessas startups para a implementação de políticas públicas, engajamento da população, divulgação de informações, canais alternativos de contato entre muitas outras coisas.

Como qualquer startup, as Govtechs podem atuar em diversas frentes dentro de seu nicho e seguem o modelo enxuto para acelerar seu crescimento, sendo pioneiras quando o assunto é tecnologia.

A Revolução Govtech

Em 2018 o site Public.io divulgou o relatório The European 150 - The startups driving Europe’s GovTech, no qual foram listadas as 150 startups europeias que estavam revolucionando os governos com tecnologia.Alguns serviços fornecidos pelas Govtechs da lista eram plataformas que ofereciam troca de informações entre servidores públicos do mundo inteiro, novos canais de emergências que recebem mensagens de voz e imagens, plataformas para que os cidadãos possam fazer agendamento para usar serviços públicos e até sistemas que monitoram em tempo real o que acontece nas rodovias.

No Brasil, o Colab é uma das Govtechs que mais se destaca no mercado. Através do aplicativo, o cidadão pode enviar denúncias sobre problemas em sua região (como calçadas esburacadas, falta de iluminação nas vias públicas, problemas com a coleta de lixo entre outros), com fotos, descrição da ocorrência e o endereço de onde está diretamente para a prefeitura, que as repassa para os funcionários públicos responsáveis por resolver.

O aplicativo também permite que as prefeituras enviem consultas públicas e pesquisas de opinião para os cidadãos, o que contribui para a coleta de dados e validação de decisões.

Todo o trabalho do Colab, assim como das outras startups de GovTech, busca facilitar e agilizar a vida do cidadão e do setor público.

Gosta de aprender sobre governança e gestão pública? Então se prepare para conhecer o LINK - Gestão Pública Colaborativa, um curso oferecido pelo Colab que traz exemplos práticos sobre a tecnologia no setor público e adoção de práticas inovadoras na área.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.