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10.11.2015

Infográfico: adoção de alimentos orgânicos nas escolas da rede pública de São Paulo

A Prefeitura de São Paulo está adotando alimentos orgânicos para a merenda das escolas públicas. Perguntamos para a população o que ela acha dessa ação e o resultado você confere aqui!

Capa do infográfico sobre a adoção de alimentos orgânicos em SP.

A Prefeitura de São Paulo quer passar a adotar alimentos orgânicos nas merendas escolares da rede pública da cidade e, com isso, pagar até 30% mais caro por eles! O que você acha disso? Nós, em parceria com o Catraca Livre, realizamos uma consulta para ter uma ideia do que os cidadãos pensam dessa medida.

Ah, você sabia que a base de usuários do Colab já tem mais de 100 mil usuários no Brasil? Se você ainda não participou, mas tem vontade, é só se cadastrar lá no http://www.colab.re ou pela versão mobile (eu passo o link mais pra baixo) \o/

Interesses dos respondentes da pesquisa no aplicativo Colab

Interesse: Sabemos que o usuário do Colab é política e socialmente engajado, mas como isso se manifesta na hora de votar? Cruzamos os dados da nossa base e, dessa vez, podemos notar que aqueles a favor da adoção de alimentos orgânicos se preocupam mais com as vias esburacadas e fiação irregular. Enquanto isso, os votantes contra a medida da Prefeitura se mostraram mais preocupados com as calçadas e com mato alto.

Gênero dos respondentes

Gênero: podemos ver, também, que daqueles que votaram a favor, mais da metade eram mulheres. Já entre aqueles que se manifestaram contra, podemos notar uma maioria masculina.

Faixa etária dos respondentes

Faixa etária: Podemos perceber, ainda, que a dois terços dos participantes da consulta eram jovens de até 35 anos.

Alguns comentários dos respondentes

Discussão: Mas, e aí, quais foram os argumentos? Selecionamos alguns deles pra mostrar a linha de pensamento de quem foi a favor ou contra a medida da Prefs! Assim podemos aprender com quem pensa diferente da gente :)]

Para receber as consultas sempre que um assunto polêmico estiver em discussão, inscreva-se aqui na nossa versão Web ou baixe o app para Android ou iOS.

Você também pode sugerir enquetes para a sua cidade pelo e-mail do contato@colab.re ;)

Faça o download do aplicativo, participe das próximas consultas e publique problemas, propostas e avaliações sobre a cidade.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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