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2.9.2015

Infográfico: Regulamentação do uso da maconha e a violência urbana

O que você acha sobre a regulamentação da maconha? Perguntamos aos usuários do Colab o que eles acharam e aqui estão os resultados. Confira!

Capa do infográfico sobre a regulamentação da maconha

Olha aí, a polêmica voltou.. E nós também ;)

Mais uma consulta que gera várias discussões! Não é uma pesquisa científica mas, dessa vez, unimos forças com a Revista Época pra mostrar pra você, Colaber, um panorama da opinião dos brasileiros sobre esse assunto que tá em alta ultimamente!

A nossa base já tem mais de 100 mil usuários no país todo! Se você ainda não participou, mas tem vontade, é só se cadastrar lá no www.colab.re ou pela versão mobile, a gente passa o link no final da matéria!

Perfil dos redpondentes pelos app

Interesse: Por meio do Colab, o cidadão tem o poder de fazer fiscalizações, propostas e avaliações para a sua cidade, e a gente aproveitou pra cruzar os dados de quem respondeu a essa enquete com os posts na plataforma! Os resultados mostram que aqueles que pensam na regulamentação como um caminho para a diminuição da violência estão mais engajados com questões de trânsito. Enquanto isso, quem discorda dessa opinião pensou mais nos pedestres e na fiação elétrica.

Mapa que mostra de onde os respondentes do  infográfico sobre a regulamentação da maconha são

Heatmap: Dessa vez, quem mais participou da consulta foram as regiões Sul e Sudeste, sem esquecer de Brasília, Recife, Fortaleza, Belém e Salvador também! A cidade que mais acredita na redução da violência é São Paulo. Bauru, por sua vez, não vê a regulamentação da maconha como um caminho para isso.

Gênero dos respondentes da pesquisa sobre  a regulamentação da maconha

Gênero: Entre homens e mulheres o cenário ficou bastante parecido, com um posicionamento que acredita na diminuição da violência. No entanto, com parcelas significativas daqueles que não pensam dessa maneira.

Faixa etária dos respondentes

Faixa etária: Podemos perceber que há uma relação na qual, quanto mais jovem a parcela dos votantes analisada, mais a diminuição da violência é endossada pela regulamentação.

Alguns comentários sobre  a regulamentação da maconha

Debate: Por fim, a gente quis mostrar um pouco mais do que a galera falava, essas opiniões podem te ajudar a enriquecer uma futura discussão sobre esse assunto! Aliás, sempre que você quiser acrescentar algo aos temas que abordamos, manda um email pra gente! Quanto mais opinião diferente, melhor :)

Para receber as consultas sempre que um assunto polêmico estiver em discussão, inscreva-se aqui na nossa versão Web ou baixe o app para Android ou iOS.Você também pode sugerir enquetes para a sua cidade pelo e-mail do contato@colab.re ;)

Faça o download do aplicativo, participe das próximas consultas e publique problemas, propostas e avaliações sobre a cidade.Clique aqui para download no Android.Clique aqui para download no iOS.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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