100%
14.2.2019

Inovação e Criatividade na Gestão Pública

Neste artigo iremos falar sobre a inovação e a criatividade na gestão pública e como elas estão ajudando pessoas em todo o país.

A inovação e a criatividade caminham juntas há bastante tempo, citando o professor Silvio Meira: “A inovação é a criatividade emitindo nota fiscal”. Ou seja, é impossível ter inovação sem criatividade, e vice-versa.

Não é à toa que a criatividade está entre as dez habilidades do profissional do futuro segundo a ONU, sendo procurada e valorizada pelas grandes empresas.

Contudo, a inovação e a criatividade não trazem valor só valor econômico para a empresa, às vezes as pequenas mudanças criativas na organização podem trazer mais valor para os servidores e consumidores e isso faz diferença.

Neste artigo iremos falar sobre a inovação e a criatividade na gestão pública e como elas estão ajudando pessoas em todo o país.

Gestão Pública e a Inovação

O cidadão geralmente enxerga o setor público como um ambiente burocrático e atrasado, dentro do qual uma solução simples pode exigir horas de espera.

Houve uma época em que as coisas eram assim, mas, como toda organização, o setor público se atualizou e a gestão pública começou a procurar alternativas para melhorar o relacionamento da prefeitura com o cidadão e facilitar a vida de ambos.

Inovação e Criatividade: Detran-SP

Quem vive nas grandes metrópoles sabe como a correria pode atrapalhar na hora de lembrar das coisas mais simples, por isso um lembrete é sempre bem-vindo.

Desde 2013 o Detran de São Paulo envia SMS avisando sobre o vencimento das carteiras de habilitação dos motoristas do estado. O SMS contém a data do vencimento da habilitação e orientações para que os motoristas possam renova-la.

As mensagens são enviadas com até um mês de antecedência da data de vencimento da CNH, dando aos motoristas quase 60 dias para a renovação.

Essa medida facilita para o motorista que consegue mais tempo para renovar seu documento e aproxima o órgão da população.

Digitalização de Processos

Luis Felipe Salin Monteiro, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do governo federal, anunciou durante um evento em São Paulo na última terça-feira (12) que nos próximos 24 meses o país contará com mil novos serviços 100% digitalizados.

“Nós queremos, uma economia dinâmica fortemente baseada em dados”, afirmou Monteiro que também salientou sobre o atraso do Brasil em comparação a outros países nos processos de digitalização.Com a digitalização a abertura de empresas, por exemplo, poderá ser feita toda de maneira online levando menos de duas horas.

Uso de Aplicativos

Com a popularidade dos smartphones no país, o uso de aplicativos se tornou algo comum na vida dos brasileiros. Por essa razão, algumas prefeituras estão investindo em aplicativos para agilizar seus processos.

As prefeituras das cidades de Niterói, Curitiba, Campinas, Natal, Teresina, Porto Alegre, Santos, Juiz de Fora entre outras, aderiram ao uso do aplicativo Colab para se comunicar com a população.

Através do aplicativo o cidadão pode enviar fotos de problemas do seu bairro, como buracos na rua ou calçadas destruídas, para a prefeitura resolver aquela situação.

A Criatividade para trazer Inovação

Todas as soluções inovadoras citadas neste artigo surgiram da criatividade de alguém.

A criatividade é alimentada pelos questionamentos, ela surge quando você se pergunta como pode agilizar aquele processo ou torná-lo mais prático para o servidor e o cidadão.

Ambientes como o setor público são os que mais necessitam da criatividade, pois, pode melhorar a vida de milhares de pessoas com apenas uma ação.

O servidor público também pode ser criativo e inovador, não tenha medo de propor soluções novas para situações rotineiras e se não souber como vender suas ideias, dê uma olhada nas dicas para inovar com o orçamento reduzido.

Conhece algum case de inovação e criatividade no setor público que não foi citado? Compartilhe com a gente!

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.