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24.5.2019

Inovação em Governos: Olhares Diferentes

Neste artigo iremos falar sobre os olhares diferentes que trazem novidades para a gestão pública e vamos mostrar que é possível inovar na gestão pública usando um recurso que qualquer governo tem.

Como as mudanças começam?

É difícil perceber quando uma mudança começa, mas nessa era de inovações rápidas, mudanças acontecem toda hora e transformam, por exemplo, a forma como consumimos entretenimento, realizamos compras e gastamos.

Em um mundo de mudanças tão rápidas e tecnológicas a pergunta que não quer calar é: os governos estão acompanhando essas inovações como é o processo de inovação em governos?

Neste artigo iremos falar sobre os olhares diferentes que trazem novidades para a gestão pública e vamos mostrar que é possível inovar na gestão pública usando um recurso que qualquer governo tem.

O Primeiro Passo

Como qualquer outra área, o setor público está sujeito a atividades repetitivas que se tornam rotina para os servidores e “limitam” suas ideias ao que já foi feito e soluções que estão dentro do padrão.

Por isso o primeiro passo para inovar é estar aberto(a) às mudanças e saber quando e como aceitá-las.

Pode parecer complicado, mas quando você se abre para aceitar as mudanças percebe que elas já estão ao seu redor e encontra possíveis soluções para os problemas que lida no trabalho.

Como disse Jack Welch, um dos maiores autor de diversos livros sobre negócios como “O MBA da Vida Real”:

"Eu acho que a inovação está ao seu redor. Você vê o que alguém já está fazendo, adapta isso ao seu local e eleva a todos os níveis. Esse processo nunca para."

Abrir a mente é um processo que começa quando você pesquisa exemplos em outros lugares e estudar mais sobre a área em que está.

Inovação baseada em dados

Talvez esse seja o ativo mais precioso e abundante que o setor público possui: dados.

Dados sobre a escolaridade da população, distribuição por bairro, avaliação do transporte e por aí vai, são os dados que norteiam onde a solução será aplicada e a validam.

Por exemplo: se uma cidade precisa de melhorias para a mobilidade urbana, a prefeitura pode usar os dados coletados pelo setor responsável pelos transportes para entender quais vias os habitantes mais utilizam, em quais horários, para onde vão e etc.

Usando o histórico dos caminhos que os moradores seguem diariamente, é possível trabalhar em ações que os tornem melhores, mais rápidos e alternativas caso aconteçam acidentes e outros imprevistos.

Usar a análise de dados para validar decisões e pesquisar melhorias é algo comum no setor privado, mas muitas vezes não é priorizado no setor público, que lida com um volume gigante de informações sem ter mão de obra o suficiente para interpretá-las e transformá-las em inteligência.

Quer inovar no setor público? Os dados são os seus melhores amigos, basta encará-los sob um novo olhar. ;)

Se você trabalha direta ou indiretamente com gestão pública e quer aprender mais sobre o assunto, aproveite para conhecer a nossa websérie gratuita Inovação em Governos que fala sobre como a tecnologia pode auxiliar a gestão a pública a ser cada vez mais eficiente e melhor.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.