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29.4.2019

Mobilidade Urbana: Como podemos melhorar?

Como podemos melhorar a mobilidade urbana? Neste artigo listamos 6 soluções para você responder a essa pergunta. Confira!

Mobilidade urbana é o termo que usamos quando queremos falar sobre o deslocamento do cidadão dentro da cidade.

Muita gente acha que a mobilidade tem a ver apenas com ônibus e carro, mas esse termo engloba todos os meios de locomoção, seja o transporte coletivo (ônibus, metrô, trem), particular (carros, moto) ou uma caminhada pela cidade.

Com tanta coisa envolvida, surge a dúvida: como podemos melhorar a mobilidade urbana?Separamos algumas ideias para te inspirar, mas já adiantamos um pequeno spoiler: a participação do cidadão é muito importante.

Ideias para melhorar a Mobilidade Urbana

Se você mora em alguma das metrópoles espalhadas pelo país já deve ter encontrado alguma cilada no caminho como buracos no asfalto, ruas com calçadas quebradas ou superlotação no transporte público.

A situação da mobilidade urbana é tão crítica em algumas regiões que a Globo lançou o Caderno de Mobilidade Urbana, o documento traz entrevistas, reportagens sobre o assunto e apresenta algumas soluções para melhorar a mobilidade urbana. Dentre as soluções, temos:

Solução 1: Melhorar as Calçadas

Pode ser uma ida a padaria de manhã ou o passeio do final de semana, em algum momento todos os cidadãos vão utilizar alguma das calçadas da cidade. Mas quanto maior a cidade, mais calçadas a prefeitura a terá para fiscalizar. Então como melhorar esse processo?

A resposta é simples: incentivando a população a contribuir atuando como fiscais e enviando informações sobre a situação das calçadas em seu bairro.Afinal, a participação social pode mudar a cidade para melhor.

Solução 2: Ampliar as ciclovias

A construção de ciclovias em São Paulo incentivou o uso de bicicletas pela população. Esse hábito, além de contribuir para a saúde das pessoas, oferece uma nova alternativa e o cidadão pode abrir mão de usar o carro ou o transporte público para se locomover.

Solução 3: Trocar o combustível

Todos os combustíveis lançam no ar poluentes que prejudicam o meio ambiente. Dos que são usados no Brasil, o pior é o diesel (que solta aquela fumaça preta) e o que libera menos poluentes é o álcool.

Nesse caso, investir em frotas de veículos coletivos que usem combustíveis com baixa emissão de poluentes pode trazer grandes melhorias para a qualidade do ar na cidade.

Solução 4: Usar os rios como meio de transporte

A ideia pode parecer estranha para quem mora em cidades muito grandes, mas o transporte hidroviário também é alternativa para a mobilidade urbana.

O professor e arquiteto Alexandre Delijaicov coordena um grupo de pesquisa em projeto de arquitetura de infraestruturas urbanas fluviais. Segundo ele, só em São Paulo existe um anel hidroviável com 600km de extensão.

Isso possibilitaria o uso de barcos para transporte de cargas pela cidade e até pessoas. Além disso, os rios poderiam ser usados para lazer.

Solução 5: Controlar as novas construções

Com o planejamento correto é possível implementar políticas que ajudem a controlar o impacto das novas construções na cidade e até incentivar a adoção de práticas sustentáveis pelas construtoras.

Para determinar o tamanho de uma nova construção, deveria antes realizar um cálculo técnico para entender o impacto dela na circulação das pessoas que passam pela região.

Solução 6: Bairros Autossuficientes

Bairros autossuficientes atendem às demandas da população disponibilizando comércio, escolas, lazer e afins com fácil acesso para que não seja necessário o uso de carros ou transporte público na locomoção.

Como implementar essas soluções para a mobilidade urbana?

Como dito no início do texto, a participação dos moradores é muito importante.

Usando o aplicativo do Colab os cidadãos podem enviar colaborações sobre problemas nas vias (calçadas, avenidas) com fotos e o endereço da ocorrência direto para a prefeitura. Já a prefeitura pode enviar consultas públicas para saber a opinião dos moradores e validar decisões, como a construção de uma nova ciclovia.

Quer saber mais como o Colab pode contribuir para a mobilidade urbana da sua cidade? Manda um e-mail para contato@colab.re que a nossa equipe te responde.E se você gosta de aprender mais sobre gestão pública, continue de olho em nosso blog. 😉

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.