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9.3.2020

7 mulheres inspiradoras que revolucionaram o Brasil

No dia 8 de março comemoramos o Dia Internacional da Mulher, no qual damos visibilidade à luta feminina por direitos. Este artigo apresenta 7 mulheres que revolucionaram a história do Brasil.

A história mundial é repleta de pessoas que mudaram completamente o destino da humanidade, e muitas mulheres foram protagonistas dessas revoluções que marcaram época.
No Brasil, isso não foi diferente. Neste artigo apresentaremos 7 mulheres à frente de sua época, que transformaram a sociedade brasileira e entraram pra história com suas lutas.

Dandara dos Palmares

Parte da liderança feminina do Quilombo dos Palmares, Dandara era uma guerreira e fugia totalmente ao estereótipo de mulher frágil. Lutava capoeira, trabalhava na lavoura, caçava e empunhava armas nas lutas do quilombo. Preferiu a morte a voltar à escravidão, se jogando de um abismo em 1694, enquanto fugia do exército português.

Nísia Floresta

Uma potiguar livre, instruída e que ansiava pela igualdade de gênero na sociedade brasileira do século XIX.Nísia separou-se após um casamento forçado e foi estudar.  Educadora e escritora, fundou uma escola para meninas no Rio de Janeiro, propondo o ensino de línguas e matemática. Defendeu a liberdade religiosa e a abolição da escravatura. Hoje dá nome à cidade em que nasceu, no Rio Grande do Norte.

Tarsila do Amaral

Um dos maiores nomes da arte brasileira, a pintora Tarsila do Amaral participou da fundação do movimento antropofágico no Brasil, influenciando a cultura tupiniquim. Seu quadro Abaporu é o principal símbolo deste movimento e uma das obras brasileiras mais famosas no mundo. Atuou também como colunista e ilustradora, ocupando o cargo de cronista do jornal “O Diário de São Paulo” por muitos anos.

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Alzira Soriano

Já pensou uma mulher ser eleita prefeita de uma cidade, antes mesmo que as mulheres pudessem votar?
Foi assim que Alzira Soriano foi eleita prefeita de Lajes (RN) em 1929, aos 32 anos. Afrontando o Congresso envolvida pelos ideais feministas da época, disseminou suas ideias liberais agradando a população. Infelizmente foi deposta com a Revolução de 1930, mas entrou pra história como a primeira prefeita do nosso país.

Nise da Silveira

A médica alagoana revolucionou a psiquiatria no Brasil. Contrária a tratamentos com eletrochoques e camisas de força, Nise deixava seus pacientes esquizofrênicos se expressarem através da arte. Tais terapias faziam com que os pacientes se comportassem melhor e evoluíssem em seus quadros médicos. Com as pinturas produzidas por seus pacientes, criou o  Museu de Imagens do Inconsciente

Dica Cultural: a vida de Nise foi retratada em um filme chamado “Nise, no coração da loucura”.

Carolina de Jesus

Descendente de escravos, moradora de uma favela às margens do rio Tietê e vivendo de lixo, Carolina viu sua vida dar uma reviravolta graças a um de seus hábitos: escrever sobre seu cotidiano em um caderno. Ela tornou-se uma escritora famosa quando um jornalista publicou trechos de seu diário em um jornal. Seus livros foram traduzidos para 13 idiomas e publicados em mais de 40 países. Continuou escrevendo até sua morte, em 1977.

Maria da Penha

Baleada por seu ex-marido enquanto dormia e ficando paraplégica por causa disso, a biofarmacêutica Maria da Penha lutou por anos na justiça brasileira para que o homem fosse condenado pelo crime. Ele até foi condenado, mas acabou não sendo preso por causa de diversos recursos de defesa. Aí Maria percebeu que a lei brasileira estava muito defasada e acabava por não punir os transgressores como deveria. 

Foi então até Comissão Interamericana dos Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA) denunciar o caso, o que fez o Brasil ser pressionado a tratar casos de violência contra a mulher com mais seriedade e justiça. Foi criada então a Lei Federal 11.340/06, conhecida como lei Maria da Penha, que defende e protege as pessoas de violências cometidas por questões de gênero.


Essas mulheres têm servido de inspiração para diversas gerações que continuam lutando por seus direitos e por um país mais justo e inclusivo.
Você já conhecia a história delas? Existe alguma outra mulher que também te inspira?
Conta pra gente!


Ana Mendonça

Sobre o autor

Ana Mendonça é jornalista e gestora de políticas públicas. Defensora de uma linguagem simples na administração pública, acredita no poder do cidadão e no protagonismo do servidor.