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11.7.2019

Niterói e a Qualidade de Vida

Entenda como a cidade de Niterói melhorou a sua qualidade de vida de seus cidadãos e tornou sua gestão mais colaborativa neste artigo!

Quando perguntamos a alguém em qual cidade a pessoa deseja morar, é comum ouvir como resposta alguma das capitais e metrópoles do país. Contudo, uma pesquisa realizada pelo Grupo ZAP – do qual a ZAP Imóveis faz parte – revelou recentemente que o cenário está mudando.

A cidade de Niterói é a não capital mais desejada do Brasil e dá excelentes exemplos para as outras prefeituras sobre qualidade de vida do cidadão e segurança.

O que Niterói fez?

De acordo com a pesquisa divulgada pela Spin Inovações Imobiliárias em 2016, a cidade se destacou por ter o maior investimento por habitante entre as maiores cidades do país. Para ilustrar melhor isso, enquanto o Rio de Janeiro - a capital mais próxima de Niterói - investiu R$642,52 por habitante, Niterói estava investindo R$776,59 em infraestrutura e serviços públicos.

Parece pouca diferença, mas na prática isso tem muito impacto na vida dos cidadãos. A cidade também realizou investimentos em educação e saúde, graças a isso ela alcançou a sétima posição no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) e ficou em primeiro lugar entre as cidades do estado do Rio de Janeiro. De acordo com o censo, a cidade ainda tem a segunda maior renda do país.

A cidade de Niterói também investiu em mobilidade urbana e possui 35 quilômetros de malha cicloviária distribuída em várias regiões da cidade. A meta é que até 2020 a região conte com 60 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas.

A prefeitura  instalou bicicletários em pontos estratégicos da cidade  para oferecer auxílio aos ciclistas e tem projetos para promover a cultura cicloviária na região.

A Colaboração em Niterói

A prefeitura de Niterói está trabalhando a gestão colaborativa e a participação do cidadão.

Através do aplicativo Colab os cidadãos podem encaminhar demandas para a prefeitura, alertando sobre problemas em vias públicas, vandalismo em patrimônios público e muito mais. Dessa forma, a prefeitura abriu um novo canal de comunicação com a população e tornou seu atendimento mais rápido, prático e eficaz.

Quer entender como funciona a parceria entre as prefeituras e o Colab? Acesse nosso site e descubra uma nova maneira de fazer gestão pública.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.